13 de ago de 2015

Kit Black: Viajantes de Mundos

Segundo capítulo: Uma segunda chance (parte II).

A viagem começou bem. Depois de algumas horas, pousaram numa clareira. As árvores em volta formavam sombras medonhas no chão, e a lua cheia aparecia no céu estrelado com uma aura vermelha ao seu redor. Os viajantes estavam sentados em volta de uma fogueira, assando marshmallows, depois de um jantar mais ou menos nutritivo.
-Isso me lembra um acampamento de verão. -Comentou Alyson, espetando um marshmallow em seu graveto.
Cloe a fitou por uns instantes e jogou um pedaço do seu doce para um esquilo que ousava chegar mais perto. -Lembra mesmo.
-Nunca gostei muito deles. -Confessou a garota, dando um suspiro. -Cercada de imbecis, no meio de uma floresta, sem nada de muito interessante para fazer. Um tédio total e perpétuo.
-Alyson Valoem entediada? Achei que não viveria para ver isso. Para falar a verdade, nem imaginava que um dia você foi para um acampamento. Não é muito a sua cara. -Comentou Ken.
-Acredite, não é mesmo.
O esquilo que há poucos minutos estava devorando um pedaço de marshmallow, largou o doce e fugiu.
-O que será que deu nele? -Perguntou Sacha, sem o mínimo interesse.
-Sei lá. Estava quieto ainda há pouco. -Foi a resposta de Cloe, mas dirigida a ela mesma do que à Sacha.
-Creio que não se deve esperar muito de animais selvagens. Quando a natureza os chama, eles vão. -Ken explicou, antes de morder um marshmallow.
Alyson, que não estava prestando nenhuma atenção na conversa sobre os animais selvagens, se sobressaltou com um som de galhos quebrando atrás de si.
Ken notou o movimento e perguntou: -O que foi?
-Escutou algo?
-Não. Só o vento batendo nas árvores.
-E o crepitar da fogueira. -Completou Sacha.
Cloe despertou do seu devaneio e virou-se para a amiga. -Ouvi. Alguma coisa está se aproximando. Parece...
-Alguém caminhando dentro da floresta. -Completou a outra, levantando-se.
-Vocês têm certeza? -Ken parecia estar bem preocupado.
-Absoluta. Não conseguem ouvir?
-Está se aproximando. Devagar, mas está. -Prosseguiu Cloe.
-Em todo caso, não é melhor nós entrarmos no hidroavião? -Sacha perguntou, se escondendo atrás de Cloe. Parecia ter saído de dentro de um túmulo, de tão pálida.
-Até que enfim você tem uma boa idéia. -Implicou Alyson, apagando a fogueira e entrando junto com os outros no hidroavião.
-Estão cientes que isso é um exagero, não estão? -Retrucou Ken, sentando na cadeira do piloto e cruzando os braços.
-Melhor prevenir do que remediar. -Alyson explicou.
-Sabe também que, seja o que for, podemos muito bem enfrentá-lo.
-Podemos resolver isso com a luz do sol. Não vamos abusar da sorte, é preferível ficar uma noite de vigia do que se arriscar a se meter em uma enrascada.
-Ok, eu desisto. Mas se algo resolver nos atacar, vou pessoalmente ter uma conversinha com ele.
-Esfria a cabeça, Ken, pode ser só um animal. E vamos ficar de vigia. -Tranquilizou a garota. -Quem de nós vai ficar com o primeiro turno?
-Eu fico. Vou te acordar daqui a três horas. -Disse Cloe.
-Ótimo, boa noite. -A garota cobriu-se com uma capa, sentou-se em seu banco e jogou o capuz sobre a cabeça. Kensuke se aconchegou no banco do piloto e logo caiu em um sono conturbado. Sacha se espreguiçou, reclamando algo sobre aqueles bancos serem impróprios para se dormir, mas acabou por adormecer. Cloe tamborilou os dedos no braço de seu banco, nervosamente, e se preparou para vigiar.
A noite passou sem mais preocupações. A não ser o som que Cloe, e três horas depois Alyson, voltaram a escutar, tudo ao redor parecia estar dormindo, e a manhã começou com uma estranha calma no ar.
-Então, nada? -Questionou Alyson de manhã, colocando a mão nos ombros de Ken.
-Absolutamente nada. -Respondeu ele, de mau humor.
-Vai ficar emburrado por causa disso o dia inteiro?
-Não é alguém andando no meio da mata que está me incomodando.
-Ou um animal... Não sei dizer ao certo. Mas afinal de contas por que você está assim?
Ele deu de ombros e abaixou a cabeça, deixando a franja loira cobrir momentaneamente os seus olhos: -Estou com um mau pressentimento. E quando estou assim acontecem coisas ruins.
O garoto mal terminou de falar e um grande tremor de terra abalou o local, fazendo voar areia e folhas mortas para todo lugar. Quando a matéria morta se assentou, os dois puderam ver uma pessoa encapuzada e de capa negra, parada a alguns centímetros do hidroavião.
-É... Isso não parece bom. -Comentou a jovem, fitando o desconhecido e olhando em seguida para Ken.
-Não parece mesmo. Acho que encontramos a pessoa que estava andando na floresta ontem. –Ele comentou, sem se abalar.
-O que você sugere?
-Vamos ver o que ele quer. Mas é bom ficarmos em alerta.
-Não tem nada melhor em mente?
-Sinceramente... Não.
Ela olhou para cima aflita, mas acabou seguindo o rapaz para fora do hidroavião. Em instantes eles e o desconhecido estavam frente a frente, encarando-se. Os dois estavam prontos para atacar se o visitante desse um passo em falso. Não podiam ver seu rosto, encoberto pela sombra do capuz, mas seus olhos emanavam uma luz amarela forte, tendo a retina riscada, como um gato. A jovem não pensou duas vezes e logo se concentrou para se transformar em meio-gata. Ken puxou a espada que estava atada em suas costas e entrou numa posição de defesa. O estranho nem se mexeu. Seus olhos amarelos vivos encontraram-se com os olhos esverdeados e atentos de uma Alyson transformada e logo se apagaram.
-Quem é você? -Perguntou Ken calmamente.
-Alguém que está aqui para ajudar.
-Isso não diz muito. -Comentou Alyson. -O que quer?
-Eu já disse. -Respondeu a voz masculina, tranquilamente.
-Creio que sabe que não vamos nos conformar com essas meias explicações, o que significa que se você não abrir a boca para dizer algo que faça sentido as conseqüências podem ser desastrosas. -Retrucou Ken.
O desconhecido ficou silencioso por alguns momentos e, finalmente, perguntou: -E como exatamente vocês vão me forçar a falar?
-Já que o diálogo nem sempre funciona... -Ia dizendo Ken a garota, antes de pular e atacar o desconhecido com um golpe certeiro... Que, por incrível que pareça, não atingiu nada além do chão de terra fofa. Ele olhou para trás bem a tempo de desviar de um chute do rival. O estranho usou sua rapidez estupenda para desarmar o rapaz, acertando o pulso de Ken com um chute sem, porém, machucá-lo seriamente. Ouviu-se o barulho de ferro batendo no chão e Ken percebeu, com desgosto, que sua espada tinha voado longe, e estava fora de alcance naquelas condições.
-Eu adoraria travar um duelo mais demorado com você, jovem espadachim, mas o tempo urge. E já disse que não quero o seu mau.
Antes que o rapaz pudesse revidar, seus pés e pulsos se juntaram, como se estivessem sendo amarrados por grossas cordas. Passado o momento de surpresa, Ken tentou se soltar. Novamente em vão. Até parecia que seus pulsos e suas pernas não o obedeciam.
Foi a vez de Alyson entrar em ação. Ela saltou bem atrás do rival, deu um rodopio com a mão no chão e acertou um chute bem na boca do estômago do estranho. Pego de surpresa, este cambaleou. Ela aproveitou a sua vertigem e se aproximou para dar um golpe. Não teve tanta sorte dessa vez. Ele se recuperou rápido, e impediu o gancho de direita com uma das mãos. A garota fez uma cara de frustrada quando o golpe falhou. Tinha sido lerda demais, dizia a si mesma. Tão lerda que ainda deu tempo do inimigo segurar seu punho com a mão direita. Ele levantou-a facilmente, apenas pela mão, a alguns poucos centímetros do solo.
Alyson tentou mais uma vez. O máximo que conseguiu foi ter a sua outra mão presa pelo homem. Ele soltou uma gostosa gargalhada e disse, aparentemente de bom humor: -Vejo que é perseverante, tampinha. É você mesma que eu vim ver. Agora se pararem de tentar me matar eu ficaria muito grato mesmo. Não vim de Diamond para ser desfiado pelas pessoas que tenho de zelar, e, se ainda ignoram, feiticeiros também se cansam.
-Feiticeiro??? -Disseram Ken e Alyson, em uníssono.
-É, acho que foi o que eu disse sim. Querem que eu desenhe?
Os outros dois olharam-se perplexos. -Não.
-Que bom. É, eu sou um feiticeiro. Meu nome é Crós. Crós Salem Shadownhite. É um prazer conhecê-los. -Apresentou-se ele, fazendo um leve movimento com a cabeça sem, contudo, tirar a capa ou mostrar o rosto.
Os pulsos de Kensuke se soltaram imediatamente. Crós também soltou as mãos de Alyson que se estatelou de bunda no chão. Ela olhou constrangida para o aliado que, sem saber, tinha tentado destroçar.
-O que você veio fazer aqui afinal… Crós? -Perguntou Ken, pegando sua espada e fitando o feiticeiro.
-A principio apenas acompanhá-los. A não ser, é claro, que acabem se metendo em confusão. Nesse caso teria um enorme prazer em lutar ao vosso lado.
-Quem lhe garante que eu vou me meter em confusão? -Rebateu a jovem, franzindo as sobrancelhas.
Ken e Crós, num momento de cumplicidade, coçaram as cabeças. Nem é preciso dizer que Alyson ficou vermelha como um tomate (sem saber ao certo se de vergonha ou de raiva).
A porta do hidroavião se escancarou e Cloe surgiu, arrumando os cabelos. Olhou para os dois amigos e exclamou: -Há-há, vocês estão aí. Não é melhor irmos logo, vamos acabar chegando tarde... -Ela viu Crós e parou:- Quem é você?
-Ele é o Crós... A gente explica depois. –Declarou Ken.
Alyson o fitou, aparentemente chocada.
-O que foi?
-Nada, só a sua facilidade de concordar com as coisas de vez em quando me deixa abismada. –Ela exclamou.
-Se ele quisesse nos matar já teria feito isso. Agora, podemos ir?
-Ok, ok. Vamos.

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A jovem passou as mãos pelos cabelos castanhos. Ela tinha a pele morena, e olhos castanhos avermelhados. Suspirou. Estava preocupada. O bip-bip insistente do comunicador a despertou da sua abstração. Pensou em tacar aquela coisa, que parecia mais uma caixinha de pó-de-arroz, preta com um dragão vermelho decalcado na parte de cima, longe... Mas resolveu atender. Abriu o comunicador e avistou a figura já conhecida na pequena tela. –Iris falando.
-Oi, Iris. A garota já chegou?
Iris suspirou e fitou a tela aturdida: -Sinto dizer, senhor... Mas não, ainda não.
-Sabe que não precisa me chamar de senhor o tempo todo, não é?
Silêncio.
-Tá, se tiver notícias da garota entre em contato.
-Sim senhor. –Ela respondeu, e fechou o comunicador, encerrando a conversa. Deixou-se afundar na poltrona macia, e seu rosto se nublou. A verdade é que sentia muita saudade dele. Não admitia, mas no fundo sabia que aquela distância estava matando-a, aos poucos. Mal podia imaginar que se separariam mais ainda.

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A noite desceu, e encontrou o hidroavião ainda no céu. Ken já estava morrendo de sono, e não havia nenhum lago, baía ou qualquer lugar em que pudesse pousar. Foi com extrema cautela que Crós chegou perto e perguntou, solícito: -Quer que eu pilote?
Em outras circunstâncias Ken diria não. Ele tinha deixado Crós vir com eles, mais não queria dizer que confiasse plenamente nele. Porém os seus olhos estavam pesados, ele estava muito cansado, e é preciso estar bem acordado para pilotar um veiculo aéreo. 1º porque caso tenha uma montanha no caminho, precisa-se de muita concentração para não bater nela. E 2º, caso ele bata na montanha, além da possibilidade de acabar morto, ele teria que explicar muita coisa para a polícia, o exército, a aeronáutica...
-Fique à vontade. –O rapaz alegou, deixando Crós sentar em seu lugar e se afastando.
Alyson ouviu seus passos pesados e arrastados de exaustão se aproximarem, e ele desabar no banco ao lado dela. –Cansado?
-Desesperadamente.
-Posso fazer uma pergunta, antes de você apagar?
-Diga.
-Por que não me contou?
-O quê?
-Sobre Diamond... Sobre mim
-Não sabia que era você.
-Só por isso? Podia ter me contado... Mesmo que não fosse eu, poderia ajudar você.
-Eu duvido muito.
-Acha que não posso cuidar disso?
-Você não consegue nem cuidar de si mesma. –Retrucou Ken, de cara feia.
-Mas é claro que sim. –Ela alegou.
-Então me explica por que você morreu.
Ela engoliu em seco: -Não confia em mim?
-E, você, confia em mim?
Alyson não sabia o que responder. Viu-se, de repente, sem palavras. –Você... Não respondeu a minha pergunta.
-Sinceramente? –Ele não soube o que lhe deu naquela hora, para que respondesse, indiferente: -Não, eu não confio.
Foi como se ela tivesse levado um soco no meio da cara. Uma fúria repentina se apoderou do seu corpo. A garota chegou perto do ouvido de Ken e sussurrou, com raiva: -Faz o seguinte: me esquece, finge que nunca me conheceu, que nunca sequer olhou para mim...Porque é isso que vou fazer com você daqui para frente... –E saiu, deixando o rapaz pasmo e se culpando por ter dito o que não devia. Foi para frente, onde estavam os outros, conversando animadamente, enquanto enxugava uma lágrima que teimou em escorrer pela sua face. Sacha notou o movimento e se preparou para ir consolá-la: -O que houve?
-Nada. É só um cisco que caiu no meu olho.
Sacha podia ser muito desligada para acreditar nisso, mas Cloe não era. Ela olhou discretamente para Ken, balançando tristemente a cabeça. Mas ele não retribuiu o olhar. Estava ocupado demais pensando na besteira que tinha acabado de fazer. Seu celular tocou. Sem prestar muita atenção, atendeu: -Alô?
-Oi, sou eu. Onde você está?
-Vou para a Inglaterra.
-Fazer o quê???
-Você está cansada de saber o que é que eu vou fazer lá, Ki. –Ele retrucou.
-Vou com você!
-Não acho que seja...
-Por favor, estou bem grandinha para me cuidar sozinha, pare de ficar bancando o protetor. Vai me esperar?
Ele coçou a cabeça: -Tá, tá. Encontro você em Wiltshire.
-Está bem. Tchau, paixão. Adoro você.
-Também te adoro.
O rapaz desligou, e respirou fundo. O hidroavião continuou seu curso, rumo ao desconhecido, e levando de bagagem tristezas, arrependimentos, mentiras, medos e corações partidos.

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Ela desligou o celular.
Era loira, de olhos verdes e tez clara. Os cabelos estavam presos num rabo de cavalo alto. Vestia uma camiseta preta simples, uma calça jeans rasgada e um sobretudo preto, cumprido até um pouco acima dos joelhos. Uma sandália gladiador, também preta, ornamentava seus pés delicados. Tinha acabado de chegar no apartamento em que morava sozinha, num hotel grande que ficava bem no centro de Tóquio. Carros passavam lá embaixo, fazendo barulho.
A moça, de 20 anos, pegou uma agenda de telefone e folheou, parando num número de uma pequena agência de viagens da cidade. Pegou novamente o celular e discou o número. Não demorou muito para uma mulher atender: -Boa noite. Em que posso ajudar?
-Boa noite. Gostaria de saber se tem algum avião, partindo ainda hoje, com destino a Inglaterra. –Ela pediu, educadamente, enquanto puxava duas malas de viajem debaixo da cama. Foi tirando roupas do armário, andando por todo o apartamento, separando isso ou aquilo.
-Um momento, por favor.
Ela esperou pacientemente a mulher responder, enquanto enfiava as roupas dentro de uma das malas. Fechou as janelas, guardou o pote de biscoitos que estava beliscando antes de ligar para Kem e arrumou a cama. A mulher tinha retornado ao telefone, e informou, prontamente: -Há um vôo para a Inglaterra, que sai as 23:00h.
A moça olhou para o relógio. Eram 20:30h: -Ainda tem lugares nesse vôo?
-Sim. De quantos precisa?
-Só um, por favor.
-Seu nome, senhora?
-Senhorita.
-Perdão. Senhorita, pode informar seu nome?
Ela abriu um largo sorriso e respondeu: -Kira. Kira Himura.

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-Nem vem.
-Por que não? -Perguntou Hiei, de braços cruzados, fitando o amigo de longa data: Mitaray.
-Por todos os Deuses! Eu não vou arriscar a minha vida para entrar na Equipe Black. Para eles estarem aceitando novos integrantes deve ter uma boa razão, eu sei disso, porém...
-Lá vem você com seus poréns. Mitaray, temos uma chance única na vida. A Sede Black é o maior centro avançado de treinamentos de Diamond inteira. E, se eles estão recrutando aliados, como você mesmo disse, deve ser porque precisam de ajuda. Sabe bem o que Mestre Aragorn diria...
-Eu diria que se alguém precisa de ajuda, devemos ajudar, certo? -Alegou Aragorn, o mestre deles, entrando na sala.
-Eu disse que ele ia concordar. -Comentou Hiei, escondendo um risinho de deboche. Mitaray, entretanto, não se deixou abalar. Era um rapaz calmo, de 22 anos, cabelos cinza meio espetados, olhos também cinzas e pele clara. Seu jeito educado e tranquilizador o tornara um galã de primeira sem querer, mas não tinha namorada. Nunca se apaixonara por ninguém, e, por incrível que pareça, não era nem um pouco galinha. Era também muito inteligente, dono de uma beleza invejável e raramente perdia o controle.
-Eu só queria dizer que essa história está muito estranha. Conhecemos bem a Iris e, venhamos e convenhamos, ela não é do tipo que pede ajuda a qualquer um, ainda mais quando se trata de impedir o avanço de Haradja. -Comentou Mitaray.
-Por isso mesmo que ela vai fazer uma prova. E não esperem que seja moleza se bem conhecemos aquela fada. Particularmente, eu sugiro que vocês dois se inscrevam. Nossa amiga deve precisar de ajuda, e não é educado negarmos nosso serviço. Além do mais, eu ensinei muita coisa a vocês. Com certeza vão se dar bem.
-Sim senhor! -Os dois obedeceriam, como de praxe.
-Partam amanhã cedo. Não vão querer se atrasar, tenho certeza. Aposto como Farem deve estar um caos. Há mais uma coisa. Se conseguirem ingressar na Equipe Black, voltem daqui a quatro semanas. Vou ensinar um último truque, muito útil. -Pediu Aragorn, se retirando da sala para ir se deitar e completando. -Boa noite. E se eu não vê-los amanhã, boa viagem e boa sorte.
-Boa noite, Mestre. -Desejaram os dois juntos.
-Viu, eu tinha razão. -Troçou Hiei, com cara de vencedor. Ele contrastava bastante com o amigo. Tinha a mesma idade, mas era levemente moreno, tinha cabelos curtos e castanho avermelhados, olhos castanho claros e um espírito brincalhão. Adorava implicar com o amigo (apesar deste não dar a mínima confiança). Era carismático, fiel e também muito bonito.
-Sério? -Ignorou Mitaray, bocejando.
-É, sério. É tão bom estar certo...
-Uma vez na vida, para variar.
-Que quer dizer com isso?
-Nada, Hiei, nada. Agora é melhor irmos dormir, temos que levantar cedo amanhã. -Alegou Mitaray, levantando do sofá e se dirigindo ao seu quarto, deixando Hiei na sala, resmungando baixinho e se perguntando se algum dia poderia tirá-lo do sério.

~Kit Black

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