29 de jan de 2016

Kit Black: Viajantes de Mundos

Sexto capítulo: A Lady Infernal (parte I).


Soledad é um deserto… uma terra árida e ressecada, onde a vida é praticamente vedada em toda a sua extensão, com uma pequena exceção, o Castelo conhecido como Torre da Perdição, atual morada da criatura a que chamam de Lady Infernal: Haradja. Perto deste local corre um rio, única chance de sobrevivência, mas quem seria tolo de viver em um deserto, ainda mais perto de uma assassina declarada?
Sua areia é de um tom branco, o que torna o lugar quase fantasmagórico à noite. Os ventos são fortes, e as dunas mudam de posição e forma com frequência, convidando os desavisados a se perderem. Os dias são absurdamente quentes, a ponto de turvarem os sentidos… as noites são percorridas por ventos selvagens e criaturas diabólicas, que caçam sob a luz da lua.
Não é nem de longe um local onde se desejaria estar, apesar de ter sua irracional e profunda beleza.
A jovem Kit definitivamente não poderia aproveitar de tal vista, mesmo que quisesse…
-Por que você não me disse? –A garota protestava, colocando o dedo indicador no peito de Cross. Os dois estavam afastados dos outros, ainda no jato, a alguns instantes para pousar.
-Não era hora para…
-E quando seria? Quando eu a prendesse, sendo que a possibilidade de que isso aconteça é mísera?
-Menos, Kit…
-Não diga “menos” para mim, não vou ouvir esse tipo de coisa vindo de você! –Ela deu-lhe as costas num rompante, mas não havia muitos lugares para manter-se longe do mago em pleno voo. Numa tentativa de feri-lo, olhou-o por cima dos ombros e murmurou baixo: -Você me prometeu… que eu saberia de tudo pela sua boca… -E com uma ultima virada, se preparou para descer, já que o veículo se aproximava do chão para poder pousar. Ela foi a primeira a deixar o transporte e começar a caminhar, o que fez os outros presentes se entreolharem com certa surpresa e depois lançarem olhares intimidadores para Cross.
-O que tanto olham? –Ele retrucou, fazendo-os se arrepiar, e logo deixou o jato também.
-Era só o que faltava… -Ken levou sua mão a testa, balançando a cabeça negativamente. –Como se não estivesse ruim o suficiente…
-Acalme-se, ou as coisas podem piorar… -Mitaray levantou-se de seu banco e acomodou sua arma nas costas, saindo após essas palavras.
-Ahh, só pode ser brincadeira… -foi a vez dele se levantar e olhar de modo metódico para trás, onde ainda estavam as garotas: Sacha, Kira e Cloe. –Tem certeza que ficarão bem?
A irmã fez um sinal de positivo com o dedo, mas logo cruzou os braços. –por que eu não posso ir…?
-Porque ficará responsável pela nossa comunicação, como de praxe…
-Mas estou com abstinência de lutas, preciso quebrar a cara de alguém!
Ele praguejou baixo em resposta. –Então venha, mas tenha certeza que os aparelhos estejam funcionando…
A mulher não respondeu, pondo-se a revisar todos os equipamentos de comunicação e logo pegando sua espada a um canto, descendo do jato e fazendo um sinal para o irmão. –Vamos logo com isso!
-E quem é que está nos atrasando, afinal… -Ele saltou, pisando na areia branca. O dia chegava ao fim, e a temperatura começava a cair. Puxou a espada, vislumbrando-a com os olhos verdes e logo fazendo-a deslizar pela bainha novamente, guardando-a.
Hiei se acomodou na cadeira do piloto e bufou, fazendo a franja sair de seu rosto temporariamente. –Hum… espero que fiquem bem…
-Por que você não vai junto, então? Se está tão preocupado… -argumentou Cloe, levantando uma sobrancelha e postando-se em frente a seu notebook.
-Porque alguém tem de cuidar das nobres damas…
-Ah…sem duvida…
-Poxa, não sabia que se importava tanto… -Sacha abriu um largo sorriso, que logo murcharia com a resposta dele.
-Com você nem tanto… -Ele coçou a cabeça… era difícil saber se aquilo fora uma brincadeira. –E além do mais… creio que eles dão conta sozinhos…

   

-Então é essa fedelha… esse serzinho minúsculo e impulsivo que alardearam tanto? É esta minha ruína, Iris?
Haradja apoiou o rosto na mão esquerda, ajeitando-se em seu trono negro e aparentemente gasto pelo tempo. O salão principal de sua fortaleza era uma coisa antiga e amaldiçoada, já existia ali há anos e anos, resquícios de idades antigas e imemoriais… quando se instalara ali, não se incomodara em lhe prestar devidas reformas… desde que a guardassem e tivesse espaço para tramar e conjurar seu exército, já estava melhor que a encomenda.
Na parede em frente ao trono havia o que parecia um painel, feito de substância vaporosa, que lembrava fumaça, e se expandia para mostrar os invasores de seu território, em especial sua odiada irmã. Porque, mesmo que nunca a tivesse encontrado frente a frente antes, Haradja a odiava com todas as suas forças…
Ao lado direito do trono, um pouco afastada e devidamente presa, estava Iris. Haviam colocado a mesma no que parecia uma jaula baixa, o que a forçava a ficar sentada a maior parte do tempo e praguejar. Seu cabelo castanho estava desgrenhado e úmido, e o rosto delicado marcado em alguns pontos, como se tivesse sido agredida antes que a colocassem ali dentro. O nariz estava estranho, provavelmente tinha sido deslocado, e as mãos presas atrás de suas costas a impediam de tentar coloca-lo no lugar por si mesma. Ela levantou os olhos avermelhados para o rosto de sua rival, emoldurado pelos cabelos negros e longos e com uma expressão de tédio, antes de responder…
-Você subestima demais as outras pessoas…
-Por que eu temeria uma jovem garotinha intempestiva e problemática? Consigo ver seu coração daqui, não faria mal a uma mosca…
-Se ela está aqui, é porque sem duvida conseguiu voltar de sua missão, o que significa que matou um dragão…
-Dificilmente com as próprias mãos… não sou tola, Iris… vocês jogaram o fardo em cima dela, rezando, a espera que fosse mudar algo, mas isso não acontecerá… até porque, pelo que me consta, a única forma de me derrotar não está devidamente preparada… minhas pedras foram dispersas há anos… eu cuidei para que nem eu mesma soubesse sua localização exata… as que conseguiram juntar vieram a vocês por pura sorte… -ela revirou os olhos escuros, antes de continuar, com sua voz profunda e grave, que causava calafrios: -Sem isso nada pode me parar, minha cara… absolutamente nada. Sou imortal, afinal…
Ela abriu um sorriso macabro e largo, como se isso fosse um pensamento lógico. Os dentes eram brancos, o que contrastava bastante com sua aparência sombria. Voltou a observar o painel e bocejou entediada. –Mas digo-lhe, isso foi tão decepcionante… esperei 17 anos para conhecer aquela a que chamavam de Kit Black… minha irmã caçula, que falhei em conseguir localizar e matar antes… esperava por algo mais… interessante… nem sei se chegará até onde estou… -ela estalou os dedos, ao que um demoniozinho atendeu prontamente, parando em frente ao trono e esperando por suas ordens.
-Contate Driguem e Cassandra… diga que a ordem é interceptar.
-Er… Cassandra não se encontra, milady… está naquela busca que ordenou…
Um brilho mortal passou pelos olhos dela, enquanto fazia um esgar de irritação. –É impressionante como ninguém está à disposição quando eu necessito… -voltou a se acomodar, agora deixando os dois braços estendidos sobre as arestas do trono. –Então mande apenas Driguem… ele servirá… se chegarem até aqui, eu mesma cuidarei disso…
O demônio bateu continência e desapareceu novamente, levando o recado consigo. Iris manteve-se olhando Haradja atentamente, perguntando-se o que ela estava tramando. A menção do nome de Cassandra fez uma duvida corroer sua cabeça... aquele nome era familiar... mas toda aquela situação a impediu de raciocinar em cima disso. –Um contra vários… está com muitas esperanças no seu assassino do Mundo Real…
-E você em sua pequena campeã… mas isso logo se mostrará inútil ou não… realmente tenho esperanças que ela satisfaça minha curiosidade… esmagar vermes de seu quilate não me trás nenhuma diversão…
-Espero que engula esse seu orgulho, sinceramente…
-E eu que cale sua boca, ou a matarei antes do grand finalle… -Parou de observar sua prisioneira definitivamente, cravando seus olhos no painel, a espera… uma ansiedade começava a despertar no seu peito, ou era apenas impressão?

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Kira alcançou Mitaray, que tinha virado o rosto lentamente achando que era outra pessoa e, quando a viu, acabou por levar um susto.
-Mas que…
-O que foi? –Ela levantou uma sobrancelha e ajeitou a bainha com a espada, logo depois segurando ambas as mãos nas costas.
-Não deveria estar no jato?
-Não, meu irmão não conseguiu me convencer do contrário… -Ela fez uma careta. –De toda forma, para que serve todo aquele treinamento e dias madrugando se eu não vou lutar com ninguém?
Mitaray suspirou profundamente. –A cada dia que passa a irresponsabilidade familiar cresce mais…
-Poxa, não seja tão metódico… eu posso me virar.
-Eu nunca disse o contrário, milady… -ele abriu um sorriso sutil e tirou o apoio da foice de seu ombro para passá-lo ao oposto. –A senhorita se diverte de maneiras estranhas…
-Sem dúvida, mas não somente com isso… -Ela abriu um sorrisinho cínico. –Como já deve ter reparado…
-Hum… digamos que eu repare mais em ti do que julga… -Foi a vez dele sorrir, e desta vez ela sentiu um rubor subir pela sua face, e não teve a audácia de responder.
Kit já estava bem a frente quando Ken conseguiu emparelhar com ela. –Hei… o que foi?
Ela murmurou um “nada” arrastado e parou momentaneamente, como se estivesse analisando o terreno. As dunas mudavam de posição constantemente seguindo a direção do vento, e muitas vezes eles tinham de dar a volta para não correrem o risco de serem soterrados.
O rapaz inclinou a cabeça, interrogativo, e passou a mão pelo topo da cabeça da garota, que era bem menor que ele. –Fale para mim, gatinha…
Ela levantou os olhos sem desfazer a carranca e protestou: -Deveria ficar longe de mim, nunca se sabe quando vou surtar e querer destruir tudo a minha volta…
A resposta dele foi um coçar de queixo, mostrando que não sabia do que ela falara. Mesmo com a exaltação de Kit no jato, aqueles que ficaram mais afastados só conseguiram pegar algumas palavras de acusação, o que não explicava coisa alguma.
Kit notou o silêncio confuso dele e revirou os olhos. –Haradja…
-O que tem ela?
-É minha irmã! –Ela agarrou-o pelo colarinho e começou a sacudi-lo. –Ela tem meu sangue, e ninguém achou importante me contar isso!
-Hei, hei, calma amor… -Ela chacoalhara-o tanto que agora estava com certa dor de cabeça. Ken passou a mão pela nuca e logo chegou mais perto, a abraçando gentilmente. –Está tudo bem…
-Não está tudo bem, está longe de ficar! E se eu for como ela? E se for algo genético e hereditário psicose sanguinária? –Ela continuou a falar, agora já deixando a cabeça pousada no ombro dele. –Não quero ser assim… e não queria ter descoberto sozinha…
Ele não disse nada por um tempo, acariciando a cabeça dela com as pontas dos dedos. Depois de alguns segundos, beijou-a docemente e a segurou nos braços. –Não temos tempo para isso agora… Precisamos trazer de volta nossa líder, lembra?
Ela concordou, com um aceno sutil de cabeça.
-Vamos, fofa… depois que isso acabar vai poder gritar, surtar e me sacudir o quanto quiser… -Ele sorriu. –Combinado?
Desviava os olhos, fazendo um biquinho. –Bobo… -Ela parou e observou Mitaray e Kira que vinham logo atrás, esquecendo-se temporariamente de seu problema –Sua irmã fugiu…
-Acho que fugir não é o termo certo… -Ele seguiu o olhar e suspirou de modo pesado. –Eu lhe disse certa vez… ela se defende muito bem sozinha…
-Eu não estou questionando isso, para falar a verdade. –Ela deu de ombros olhando em volta lentamente. –Está faltando… alguém.
-Verdade… cadê o Cross…?
-Sei lá… deve ter virado um gatinho e estar andando por ai…
-Não seja tão má, Kit…
-Mas é verdade, oras! –ela protestou em sua defesa. –Ele pode fazer isso. Eu já vi. Não me pergunte como ou por que…
-Pessoal, vamos manter a calma, por favor… -Mitaray chegou mais perto e deixou a foice cair de seu ombro e enterrar a lâmina mortalmente afiada no chão. –Esse tipo de discussão não nos levará a lugar algum, muito pelo contrário.
Kira, que tinha levado a mão à testa, para evitar a claridade do sol que já se punha no horizonte em seus olhos sensíveis, começou. –Estamos quase lá, falta pouco… -e apontou para a direção que observava. Uma torre negra podia ser vista ao longe, varando a branquidão do deserto e o céu alaranjado do pôr do sol.
-A Torre da Perdição. –Mitaray comentou, num tom de voz mais baixo que o normal.
-Caramba, quem dá nomes para os lugares nesse mundo? É cada coisa grotesca…
-Me soa suficientemente ruim para o que vamos encontrar lá… -Kit estremeceu suavemente. –Devemos continuar… a noite está caindo…
-E tudo fica mais complicado a noite, pelo que sei… -Mitaray puxou novamente a foice. Já ia começar a caminhar novamente quando o solo estremeceu perigosamente.
-Terremoto? –Kira abaixou o corpo suavemente, de modo que não perdesse o equilíbrio.
-A última vez não era algo tão agradável, se devo lembrar-lhe… -Mitaray já havia passado a mão pela lâmina prateada de sua arma, preparando-se para o pior.
-Esqueletos vivos outra vez? Mas pensei que estavam em marcha…
-Nunca se sabe, estamos no território deles… -Ken respondeu a irmã. O tremor continuou, levantando poeira. Estava demorando demais para passar… num repente, uma fenda se abriu no chão a frente deles, e de lá surgiu uma cabeça gigantesca, do que parecia ser um verme. Uma criatura de proporções grandes, cuja cabeça terminava em uma boca redonda lotada de dentes, e poderia se dizer com até um par de pinças. O corpo era cilíndrico, com varias patas e escamas chapadas, diferentes das dos dragões. Estas eram cilíndricas, e se fechavam ao redor do corpo como uma verdadeira armadura. Ken praguejou baixinho.
-Era só o que faltava…
-Caraca, que demais! –Kira já girava sua espada, preparando um golpe.
-Só pode ser brincadeira, você está feliz com isso?
-Como eu já disse, eu vim simplesmente para bater em bichos feios como este… quanto maior, melhor…
-Preciso urgentemente levá-la a um psicólogo… -ele saltou, evitando um choque contra o corpo da criatura, que já se lançava contra eles. No meio do caminho, deixou-se cair sobre as costas do verme e enganchou a espada em uma das fissuras de sua armadura, de modo que com mais alguns golpes poderia abrir aquele pedaço. Viu sua irmã correr pela lateral da cabeça e fazer o mesmo. Kit materializou ganchos que o prenderam no chão, e logo Mitaray chegava pela frente para dar o golpe final, quando algo deu errado… o ser se sacudiu de modo violento, o que fez Kit desestabilizar sua concentração, e os ganchos trincaram, logo se dissolvendo. Ele estremeceu uma vez mais, fazendo Ken e Kira forçadamente soltarem suas costas e indo com uma estocada para frente, acabando por acertar, com uma de suas presas, Mitaray, que precisou travar a lâmina de sua foice no chão para que não fosse parar longe com a pressão da pancada. O verme ondulou o corpo, fazendo sua última passageira cair e voltou a enterrar-se na areia, levantando uma nuvem pesada, que demorou alguns minutos para se dissipar.
-Estão todos bem? –chamou Ken, tossindo por causa da areia e tentando vislumbrar os outros. A irmã tinha caído perto dele, e agora levantava com certa dificuldade, passando os dedos pelo braço.
-Ai… estou bem… ainda… -ela fez um esgar de irritação, provavelmente imaginando o que faria se encontra-se com outro verme daqueles. Com a poeira a assentar-se suavemente, Kit também ficara visível. Havia um corte em sua testa, mas nada mais grave acontecera com ela, o que o fez dar um suspiro de alívio. A jovem tossiu também e se aproximou, murmurando baixo:
-Desculpe-me, a magia se rompeu…
-Está tudo bem…
-E Mitaray…? –Kira perguntou, olhando em torno de si. A outra garota levantou as orelhas felinas e assumiu uma posição que transparecia certa preocupação, enquanto procurava com os olhos. Uma figura entrou em seu campo de visão, e logo o amigo aparecia para eles. Poderiam pensar que nada havia acontecido de mais sério, se não fosse o fato dele apertar com força o lado esquerdo do seu flanco com a mão direita. Arrastava a foice atrás de si pelo cabo, fazendo uma linha profunda na areia por onde havia vindo. Quando se juntou a eles, deixou-se cair sentado na areia, ainda segurando o provável ferimento. Um tom mais pálido que o normal cobria sua face.
-Mitaray… -Kit fez menção de abaixar-se e tentar tocá-lo quando ele levantou a mão, agora livre, já que a foice jazia ao seu lado.
-Estou bem, foi só um arranhão… -ele forçou um sorriso sutil, mas quem olha-se bem veria a blusa que usava se manchar de sangue aos poucos.
-Mas…
-Não podemos parar agora… -ele abaixou a cabeça suavemente. –Vão à frente… eu preciso descansar um pouco, logo alcanço vocês…
-Não pode ficar sozinho com este ferimento… -argumentou Ken.
-E não vamos deixá-lo aqui… -Kit ainda mantinha-se na mesma posição, observando-o de perto. Parecia triste, e terrivelmente culpada. –Sinto muito, você não teria se ferido se eu tivesse mantido o encanto por mais tempo…
-Não foi culpa sua… eu que fiquei no caminho, não é…? –Mitaray passou a mão por cima da cabeça dela. –O tempo está passando… não se deem ao luxo de preocuparem-se comigo.
Kira bufou e cruzou os braços, batendo o pé. –Já chega… eu faço companhia a ele…
Os outros dois se entreolharam por algum tempo. Ken achou terrivelmente estranho isso, a partir do momento que ela enchera tanto sua paciência para ir junto. Mas não tinha como ficar imaginando o que se passava na cabeça da irmã no momento, e a lua já subia cada vez mais no céu, tomando o lugar do sol. Estrelas começavam a surgir aos poucos, a noite caia… ele pegou a mão de Kit e a puxou levemente para que voltasse a se levantar. –Vamos…
Ela sacudiu a poeira da roupa e acompanhou o namorado, olhando para trás.
-Fiquem bem… vocês dois… -ele murmurou de um jeito que conseguissem compreender, e alguns segundos depois o casal já estava correndo, em mais algum tempo desaparecendo de vista.
-Mas… e se o verme voltar? –Kit perguntara a Ken, enquanto corria. Desistiu de ficar olhando para trás, antes que acabasse tropeçando e torcendo alguma parte do seu corpo.

-Vamos torcer para que não volte… -ele respondeu, aumentando o passo. Agora a torre já estava bem mais perto. Se não houvesse mais nenhum imprevisto, em meia hora estariam cruzando sua entrada.

~Kit Black

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