2 de mar de 2016

Super Humanos: Pré-Guerra | Capítulo 1-4 | #6

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E SE EU FOSSE DONO DE UMA EDITORA  #22

                  SUPER HUMANOS
                        PRÉ-GUERRA
         Uma série original da Caverna

Sinopse: Após uma falha em uma missão, Chris e sua turma abandonam a corporação e passam a viver como querem, mas após fazer isso, coisas estranhas começam a acontecer com Chris e todos que conhece.

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Episódio 6 - O Lunático

Ele estava sozinho na rua tarde da noite, em uma cidade pouco habitada o que fazia dela uma das mais silenciosas do mundo, mas esse dia nem tanto. Christian caminhava pela cidade iluminada apenas pelos postes de luz e os faróis dos poucos carros que passavam por lá. A brisa deixava Christian mais calmo e ele precisava demonstrar isso para Susan, pelo bem dele, e pelo bem dela.
O hospital principal de Lakkot's era seu destino, ele havia ido visitar a garota.

No quarto...

- Você está se recuperando gradativamente
- Que bom - Susan respirou aliviada - acho que depois desse tempo todo, enfim poderei voltar para casa.
- Você vai, tenho certeza!
Sue sorriu alegre e deitou para descansar.  Duas batidas na porta chamaram a atenção da enfermeira que estava cuidando da diarista, ela andou até a porta e viu do lado de fora sua colega de trabalho. Sue se virou e olhou para a porta, as duas enfermeiras conversavam enquanto olhavam para a paciente.
- Algum problema? - perguntou Sue
- Um segundo.
As enfermeiras fecharam a porta e deixaram o quarto com a luz apagada, iluminado apenas pelo abajur no criado mudo.
- Olá? Alguém?
Susan se ajeitou se sentou olhando fixamente para a porta fechada.
Ela esperou alguns segundos até a porta ser aberta novamente pela enfermeira que sorria.
- Qualquer coisa é só chamar, estarei aqui no corredor - disse a enfermeira
Susan não entendeu direito até Christian entrar no quarto.
- Deixarei vocês a sós - disse ela fechando a porta.
- Obrigado.
Chris olhou alegremente para a face de Susan que estava surpresa. Não era normal um patrão se importar tanto com uma diarista.
- O que faz aqui?
Christian andou e se sentou no puf ao lado da cama.
- Não gostou da minha visita?
- Depois de tanto tempo, achei que você era como os outros com quem trabalhei. Achei que nunca viria até aqui... agora mudei meu pensamento.
- Não sou como os outros - disse ele com um leve sorriso -  eu tenho habilidades!
- É, minha memória anda meio fraca atualmente.
- Mas e você, está bem?
- Segundo minha enfermeira, sim.
- As enfermeiras nunca cometem erros, não é?
- Acho que não, pelo menos não comigo - ela riu - mas e a Karen, conseguiu?
- É uma longa história, te conto quando voltar para casa.
- Então se prepare, pois eu retornarei em breve.
Chris olhou para o rosto dela e lembrou dos eventos do ano anterior, sua face ficou negativa enquanto ele se levantava.
- Tem outro motivo para eu ter vindo até aqui
Susan se ajeitou novamente e deixou os pés para fora da cama.
- Outro?
- Desde que sai e entrei naquele avião, minha vida mudou, mudou bastante...
- Mudou como? - perguntou Sue
- Eu conheço esse tipo de história, onde tem o mocinho, uma mulher, amigos e alguém que sempre quer transformar nossa vida num completo caos.
- Como assim? Não estou te entendendo, me explique melhor por favor!
- Eu não quero te contar Susan, não quero te deixar pior, isso é problema meu, e eu sou responsável por você e a partir de agora eu quero saber quem foi o maldito que fez isso com você, não vou mais aceitar isso na minha vida e não quero que o mesmo aconteça com as pessoas ao meu redor.
- Calma, você ta me assustando, fale mais devagar. Olha, eu não sei quem fez isso comigo e....
- Como não?
- Eu te explicarei, mas antes, você pode se sentar ai? Isso está me incomodando...
- Desculpe - disse ele se sentando novamente
- Ok, quando você saiu naquele dia eu não consegui ficar tão calma assim, não estava acostumada a ficar sozinha, mas o Max me confortou naquela noite... espera, cadê ele?
- Eu deixei com um amigo que conheci lá.
- Ah, que bom! Continuando, eu sabia que sua falta podia ser um problema para mim.
- Como assim?
- Digamos que sozinha eu estava indefesa, e naquela noite a luz da suíte se acendeu sozinha, nesse momento o Max não parou de latir, eu sabia que poderia ser alguém, mas isso eu descobriria mais cedo ou mais tarde. Quando cheguei no banheiro  eu vi um reflexo pelo vidro do box alguém atras de mim e depois disso não me lembro de mais nada.
Chris ficou perplexo com o que ouviu.
- Quando cheguei em casa eu vi um bilhete.
- Bilhete? O que dizia?
- Isso não importa, mas agora estou caçando uns homens que acredito serem os mesmo que te fizeram mal.
- Por que acha isso?
- Por que tudo isso que está acontecendo nesta cidade não é mera coincidência.
- Chris, ouça-me, deixe isso pra lá, eu estou bem agora!
- E como posso garantir que continue? Como posso garantir que todos continuem? Lutarei e descobrirei o que esta havendo e quando isso acontecer eu mesmo botarei um fim.
- Pare Chris.
- Não, um dia você me agradecerá por isso.
Christian se levantou e tocou na porta para a enfermeira entrar. Susan viu Chris dobrar o corredor e deitou na cama olhando para o teto.
- Eu espero isso...

                          .  .  .
Chris caminhou rapidamente pelo corredor. Ele estava determinado a acabar com toda merda que estava na sua vida. Sua jornada só estava começando, mas como ele mesmo disse, sempre haverá alguém para trazer o caos a sua vida e na saída do hospital havia homens suspeitos o esperando.
Chris se emburrou e levantou a mão para ataca-los.
- Espera!
- Quem são vocês?
- Não somos ameaça, Chris!
- Como sabem meu nome?
- Sabemos muitas coisas de você!
- FALEM AGORA OU IREI DESTROÇA-LOS!
- Você não tem motivo para isso, somos do bem assim como você. Vamos pessoal, mostrem! Não estamos armados.
Todos levantaram as mãos para o céu nublado naquela noite. Chris se acalmou, olhou para cada homem ali, e disse:
- O que querem de mim?
- Não sabemos apenas quem é você, sabemos quem o persegue. Logo iremos te explicar tudo. Mas primeiro iremos revelar quem te atormenta!
Chris surpreso se aproximou do homem de terno.
- E quem é?
- Não é alguém, é um ser irracional, não sabemos muitas coisas sobre a espécie dele, mas com certeza não é humano, nem super...  - ele sorriu
- Ele é o que então?
- Alguns chamam-o de alienígena, nós o chamamos de Lunático!

Continua

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