2 de fev de 2016

Caça a Vampiros no Acre: Final emonionante

Victor

Era um enorme castelo, já podia ver a Ame-chan reivindicando ele após enfrentarmos o enorme exército de vampiros que surgia a nossa frente, como posso dizer, era como se os fashionistas tivessem vindo pra guerra com toda sua fúria, porém eles não podiam se comparar a minha senpai cujo ciclo da tpm havia acabado de começar:
-Vamos lá escra...aprendiz, pra superar seu medo terá de matar todos eles sozinho!
-Por que sozinho?
-Oras, porque está na hora do meu chá!- disse ela em quanto tirava um kit de chá portátil da mochila.
Então eu caminhei até a frente dos vampiros, os encarei e eles me encararam de volta e juro que nunca vi tantos gays porpurinados na minha vida, e com o selo que minha mestra - mais conhecida como “linda megera” - eu não tinha nem mesmo 5% da minha força demoníaca, não conseguiria vencê-los sem trapacear. Minhas pernas tremiam e eles continuavam me encarando sem saber o que fazer, então pikachu avançou primeiro e eletrocutou alguns deles, porém ele já não tinha força suficiente pra lidar com todos sozinho. Com lágrimas nos olhos eu pude vê-lo sendo engayzado pelos vampiros, então decidi que ia matar todos. Ame-chan, já cansada de me esperar agir, arremessou uma pedra e matou metade dos vampiros, na tpm ela é quase tão perigosa quanto eu sem o selo.
Todos os vampiros sentiram o cheiro do chá da minha mege...senpai, então brandi minha espada e fui matando um após o outro, fiquei empolgado e comecei a decapitá-los com um sorriso no rosto até que sobrou apenas uma.
- O que uma vampira faz no meio de todos essas bixas, senpai?
- Ela é seu desafio, boa sorte! - respondeu ela, com um sorriso macabro no rosto.
Caminhei até ela, ao fundo podia ouvir uma música que lembrava o velho oeste e ambos nos olhamos, a hora que todos esperavam chegou, sim, sem dúvida nós teríamos um duelo rebuscado:
- Quem são vocês que se atrevem a invadir meu reino e matar meus soldados!?
“O que digo agora… droga, não posso nem apelar pra uma divindade, todas elas me odeiam, vamos lá, tem que ter algo”
- Moça, eu vim te convidar pra comer uma pizza, mas aquela megera linda ali está querendo roubar seu castelo…
- Falácia, limparei o chão com você e depois matarei aquela denominada como megera linda!
- Vai com calma, só eu posso chamar ela assim.
Então sem mais palavras eu saquei minha katana, fui pra cima dela com um salto apenas pra ser recebido com uma enorme mão que rapidamente segurou minha cabeça e me bateu com violência contra o chão (aposto que ela também estava na tpm),  não me dei por vencido e com minhas pernas consegui tirá-la de cima de mim, porém ao me levantar ela já estava em minhas costas e me garrou com toda a força de um monstro ainda mais assustador que o Exódia e isso era impressionante considerando que ele havia nascido apenas para obliterar. Em seguida ela me levantou como o saco de batatas que havia me tornado apenas para me chutar pra longe e depois agarrou uma das minhas pernas, assim me usando para martelar o chão e antes de desmaiar eu apenas pude dizer:
- Minha senpai, tá na tpm, você vai apanhar...



Ame-chan

- Já acabou, Jéssica?
Antes mesmo que ela se virasse, eu já estava estalando meus próprios dedos. Quem aquela vadia pensava que era pra surrar o meu aprendiz - que também era inútil, diga-se de passagem - e atrapalhar o meu chazinho? O que estava achando, que cólica se passava de uma hora para a outra, sem um remédio sequer?
- Quem tu pensas que é para dizer meu nome aos quatro ventos?
Um milésimo se segundo depois, meu lindo pé já estava na cara dela. Quem diria que daria um bom apoio? - Cala-te, pra mim já chega de duelo verbal rebuscado, isso me deixa com sono.
A vampirinha que por puro capricho do destino se chamava mesmo Jéssica (eu sempre quis dizer aquela frase, como ia saber que era mesmo o nome da idiota?), fez menção de me atirar para trás, e eu, vitima de uma dor fulminante em lugares que prefiro não citar, acabei realmente me afastando.
Agora ela estava se achando, um monte de energia colorida parecendo purpurina levantando a sua volta. Até tentou dar uma risada maléfica... - Muahahahahaahhhhhhh...cof, cof. Eu sou a senhora deste castelo, nunca me derrotará! Sou a vampira mais poderosa do Acre!
- Eu pensava que ninguém tinha ouvido falar desse fim do mundo, mas o fim do mundo não ter ouvido falar do resto é demais… - revirei meus olhos. Que chateação, meu estoque de chocolate havia acabado… vou ter que pedir para o Vic ir buscar mais, quando eu conseguir despertá-lo de novo.
Jéssica veio correndo em minha direção, levantando poeira e pedaços de solo enquanto passava. Com toda certeza deveria ser um golpe muito forte que estava preparando. Bufei, tirando o cabelo do rosto e estralando o pescoço. Preparei minhas katanas, devidamente guardadas por dentro de meu sobretudo. - Prepare-se para morrer, megera linda!
Esse servo estúpido… como vai ficar minha reputação se ele continuar a espalhar esse apelido humilhante? Tudo bem que sou realmente divina, mas não precisa contar pra todo mundo, né…
Ergui meu pé, girei o corpo e dei um belo chute no busto dela, completei o combo atirando-a para cima com o outro pé, enquanto o primeiro tocava o chão, e quando a vampira ficou suficientemente alta, saltei e passei-lhe a espada. Quando voltei a pisar no chão, os pedacinhos da sua roupa da nobreza estavam incinerando-se automaticamente e ela caia um pouco mais distante, do jeito que veio ao mundo. Ainda bem que Vic estava desmaiado, ou teria uma hemorragia nasal…
- Quem… quem és tu?
- Bom… já que são seus últimos momentos quase-viva, irei satisfazer sua curiosidade. - Tossi brevemente, ignorando as pontadas que recomeçavam (afinal eu não deveria lutar de TPM, mas sempre insisto, e é nisso que dá), deixei-me cair sentada nas costas dela e finquei as espadas no chão. - Eu sou a filha da Megera-mor… digo, da toda poderosa e soberana Rainha dos Vampiros, mas me chamam de Ame-chan. E falando nisso, sua bastarda… seu castelo agora é meu.


E agora vai ter um idiota se perguntando: por que diabos você caça vampiros se sua mãe controla eles?
A verdade é que sou rebelde. E minha mãe é preguiçosa, ela só faz questão de controlar os seus servos mais próximos. Quem ia se incomodar com o que acontece no Acre? Além do mais, eu sou responsável por me desfazer dos vampiros idiotas que não entendem nada sobre o pacto que temos com os humanos. Se um vampiro causa problema, a escrava-filha aqui tem que deixar tudo o que está fazendo pra ir resolver.
Estão achando que é só o Vic que é explorado nessa história?


Por falar em Vic… ele acabava de acordar nesse instante, depois do corpo de Jéssica ter virado purpurina e de eu ter dado uns tabefes na cara dele. Ele ainda ousou virar o corpo, se encolher como uma bolinha e voltar a dormir, até eu tacar a pokébola com o pikachu em sua testa.
- Acorda, seu bastardo! Minha cólica está piorando, eu quero meu castelo novo pronto para a nossa estadia, prepare o wifi, os computadores, comida e as camas. Detesto a ideia de ficar nesse lugar nessa minha situação atual, mas não tem jeito.
- Sim, senpai… estou acordando, senpai… - vi-o levantar, abraçar a pokébola e depois me fitar com os olhos esbugalhados. - Aqui pega wifi? JURA?
- Não sei se pega, dê seus pulos! E cuide direito desse seu pikachu ninja, deu trabalho despurpurinar ele.
Virei minhas costas, olhando novamente para minha nova aquisição. Meu belo castelo inutilmente gigantesco e que deveria cheirar a mofo e umidade. Ai me lembrei das trocentas chamadas não atendidas de minha mãe e suspirei.  
Nossa, aventura no Acre havia terminado sem grandes problemas, mas o sermão que eu ia ouvir ia ser épico. Talvez fosse melhor eu estender minha estadia por aqui…
- Senpai!
- O que foi?
- Podemos disputar uma partida de Yu-gi-oh mais tarde!
- É claro. - sorri mansamente para ele. É claro que logo depois minha expressão já estava transformada em uma careta de bruxa, como o bom “demônio maléfico” que sou. - Mas antes… TRAGA-ME MEU CHOCOLATE, SERVO

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