5 de mar de 2016

As aventuras de Ame-senpai e Victor: Inversão de papéis 01

Ame-chan


Era uma vez um pudim apaixonado que andava pela rua quando foi atropeladooooo
Pudim amaçadoooooo
Pudim amaçadoooooo
Pudim amaçado morreu…


Ahn, eu podia ouvir aquele idiota que chamava de mestre cantando isso a plenos pulmões dentro de casa. Vou ficar surda pelo resto da minha existência. Quem disse que meios-vampiros tem paz hoje em dia?
Pois é… sou uma mestiça, metade vampira, metade humana, sendo que minha mãe megera é a Rainha dos Vampiros. E aquele cara idiota, chamado Victor, é um demônio do caos. Um belo dia nos encontramos, e decidimos sair na porrada para ver quem era mais forte. Por uma diferença mínima eu perdi - não, não irei mencionar exatamente como - e minha punição foi ter meus poderes selados e virar a escrava do dito cujo. Ele me chama de aprendiz, mas na verdade sou apenas a sua “faz tudo”.
Queria usar meus pés para chutá-lo até a lua, mas minha condição atual me impede de tal coisa. E mamãe se afeiçoou ao “demônio prestativo”, então não posso nem ao menos envenenar a comida dele. Não que veneno fosse adiantar alguma coisa.


Nesse exato momento estou sentada confortavelmente num cantinho, jogando Utopia (você não sabe o que é Utopia? Bom, abra o google e jogue essa palavra seguida de “rpgmaker”, e logo vai saber. Não sou obrigada a dar mais satisfações que isso) e consequentemente morrendo para um foguinho vivo pela décima vez, quando Vic desceu as escadas, fazendo tanto barulho quanto um mamute.
- Serva!
- É a sirigaita que o pariu… já disse pra me chamar pelo nome, desgraça. - tão preocupada em xingá-lo, não reparei que havia destruído minha oportunidade de avançar no jogo mais uma vez. Comecei a gritar e a rolar pelo chão, chutando o ar e socando violentamente o piso. - Mas que Filho da….
- Seja uma serva útil e me ouça! - ele atirou algo em cima de mim. Demorei um pouco para reparar que era um casaco.
- O que você quer? Pra que é isso? Eu não quero!
- Não estou te perguntando se você quer ou não, sua meia-vampira de meia-tigela. Pare de dar piti.
Mamãe, será que você me deixaria matar ele agora? Heeeeein?
Filha, foi você que se meteu nessa situação, lavo minhas mãos.
Bah… não bastasse ela me negar auxílio pessoalmente, tinha que negar mentalmente também? Desisti de fazer pirraça e levantei, enfiando o casaco, de péssimo humor. - O que vai ser dessa vez, Vic?
- É Victor-senpai ou Mestre, pra você!
- Vai sonhando… - revirei meus olhos. - Diga logo, pra onde a gente vai?
- Pro inferno.
- Perdão?
- Pro Inferno. Tipo, lugar quente, sofrimento e dor eternos, problemas de pele...
- Eu sei que você me manda mentalmente todo dia pra lá, mas nunca pensei que fosse literal. - ergui uma sobrancelha. - O que vamos fazer lá, comer churrasco direto da fonte?
- Vamos matar um rei demônio!!!....é meu sonho, temos que matar o rei demônio!
- Sei… mas sabe, sempre pensei que o rei demônio fosse seu pai.
- Não, papai é outro rei demônio. Tipo, mais assustador, um que eu não desafiaria nem morto. - Vic deu de ombros. Eu apenas bocejei, me sentindo exausta. Não devia ter virado a noite jogando outra vez…
- Aprendiz inútil, dormiu na hora errada de novo!- disse ele, enquanto me dava um cascudo.
- Ah, não enche, acha que é fácil te aturar, miserável? Como era mesmo aquela música? Um Victor incomoda muita gente, Dois Victors incomodam, incomodam muito mais…
- Calada! Você está ultrapassando o limite de chatice que sou capaz de oferecer… - ele tossiu, respirou profundamente e atirou a mochila já pronta em minha cabeça. Precisei ser rápida pra evitar que aquele peso todo rachasse meu crânio. O que tinha ali dentro, uma bigorna? - Se prepare, vamos marchar.
- Marchar? Realy? Quer dizer, você não tem poder de teleporte ou algo nesse nível?

- Tenho, mas estou com preguiça de usar.

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