10 de mar de 2016

Kit Black: Viajantes de Mundos

Sétimo capítulo: Silêncio que Consome (parte III).



Cloe havia desistido de contatar a equipe de campo, afinal ninguém fizera questão de lhe avisar que aquele lugar o qual chamavam de Ilha do Silêncio era uma zona morta, ou seja, não havia jeito de fazer as ondas cortarem a distância para chegar lá, porque não haveria sinal algum. Frustrada, fechou o notebook que estava usando em detrimento do computador central, com um pouco mais de violência que o necessário, e deixou a cabeça encostar no braço do sofá. Percebeu com o canto dos olhos Mitaray, igualmente chateado, tentando desfazer-se do tédio e de sua crescente ansiedade com um livro realmente grosso. Isso não parecia adiantar muito. Com o canto do olho ela o viu cruzar as pernas, depois descruzar, mudar de posição, fechar o livro e finalmente fitar a janela.
-Vai acabar surtando assim.
Ele girou sua cabeça para fitá-la e a inclinou. –Ficar de repouso definitivamente não combina comigo.
Cloe precisou morder a bochecha por dentro para não rir dele. –Você não está apenas cismado por ter sido deixado para trás?
O rapaz ponderou por um tempo, antes que conseguisse uma boa resposta: -Não fui deixado.
-Não, de fato, mas se sente assim, não é?
A resposta dele foi um típico franzir de sobrancelhas e um sutil “dar de ombros”. –Um pouco.
-Entendo. –ela realmente não sabia como lidar com aquilo, geralmente era a própria que sentia-se de tal forma: deixada para trás, tendo que fazer a parte fácil enquanto os outros se esforçavam para permanecer vivos. Colocou uma mecha atrás da orelha, procurando por qualquer palavra de viesse em sua mente. –Sei como se sente. Bom...
Voltou a morder a parte interna da bochecha, e observou-o. –Já que não temos como ajudar, podemos ao menos distrair nossas mentes com algo diferente, ou vamos realmente acabar loucos.
Mitaray levantou-se e ergueu uma sobrancelha. Ela não deveria se referir aos treinamentos, pois todos tinham horários marcados por dia, e era o tipo de coisa frequente o bastante para fazer os nervos ficarem ainda mais perturbados. Viu ela abrir um sorriso.
-Hummm... já tentou cozinhar alguma vez?
O olhar que recebeu foi um misto de confusão e choque. –Pensei que a especialista em cozinha fosse a Sasha.
-E é... –mal foi dito seu nome, a jovem entrou na sala bocejando e com fones de ouvido nas orelhas, já que Iris a ameaçara de morte da última vez que ela ousara ligar o rádio em alto som. Ela parecia alheia a tudo, antes que finalmente repara-se nos dois, que a olhavam atentamente.
-Er... eu fiz algo errado de novo?
-Não, não, que isso. Venha aqui, vamos conversar um pouquinho.
Sasha inclinou a cabeça, realmente perdida, e se aproximou. Eles provavelmente queriam algo dela... só não esperava que fosse um pedido tão estranho.

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Lyra espichou seu pescoço além da torre de vigia e notou que finalmente o objetivo tinha sido alcançado. Ela fez o corpo cair para trás, e suas asas se desfraldaram para que ela pudesse chegar ao convés em segurança. Seus pés tocaram o chão e ela correu para a cabine de comando.
-Inimigos a frente! Quais são as ordens, Capitães?
Ela viu dois homens virarem-se imediatamente em sua direção, e um deles levantar a voz, ajeitando os óculos escuros em seu rosto fino. –Preparem os canhões.
O outro, um rapaz que de fisionomia era praticamente idêntico ao primeiro, mas cujos cabelos e olhos contrastavam, ergueu uma sobrancelha e logo sorriu. –Vamos esburacar aquela banheira que os demônios ousam chamar de navio.
O resto da tripulação se apressou em cumprir a ordem. O jovem de óculos escuros foi o primeiro a descer ao porão, ficando atrás de um dos canhões e mirando no navio. Ele fez a voz reverberar pela embarcação. –Fogo! –e atirou sem dó.
Os demônios do outro lado, pegos de surpresa, demoraram demais para virar o navio e contra-atacar. Tiros de canhão vieram em resposta, mas muito poucos atingiram o alvo. E aqueles que chegaram a acertar o Diamante Negro não causaram tanto estrago quanto deveriam. A embarcação inimiga já começava a virar novamente quando uma comoção se fez na praia, forçando-o a ficar onde estava. Um grupo se dirigia para lá, mas ao notar os imprevistos, a figura que os liderava estancou. Ao longe podia ser vista claramente, uma mulher de roupas arroxeadas e cabelos escuros que tocavam o chão. Ela lançou um olhar neutro para o Diamante Negro, e um som pareceu surgir do nada, vindo em direção a eles... os mais rápidos levaram as mãos aos ouvidos.
-Ninguém lembrou de avisar que estávamos contra a Deusa do Som... –protestou Lyra, e os Capitães só conseguiram entender o que ela dizia por leitura labial.
-Vamos ter uma conversinha com Nicolas quando voltarmos.
Eles conseguiram ver quando alguns desprevenidos atiraram-se ao mar. A melodia era quase uma canção suicida. Os três continuaram a pressionar os ouvidos e se dirigiram para a cabine de comando novamente.
-Devemos ir?
-O acordo era que deveríamos atrasá-los... aquele navio não vai mais a lugar nenhum.
-Vamos manter a posição por enquanto, só para garantir.
-Mas ela está lançando feitiços, nossa tripulação vai acabar destruída.
Lyra pensou por alguns minutos, ainda com as mãos nas orelhas, e desceu de maneira rápida novamente, logo voltando com vários chumaços de algodão. –Coloquem nos ouvidos, vamos bombardeá-los até quando der, e depois vamos embora.
Ela se afastou para levar os chumaços para os outros que ainda estavam sãos lá dentro, enquanto as ordens de “fogo!” eram levadas de boca em boca, através da música. Uma vez mais, o navio inimigo foi alvo de tiros, e uma vez mais houve uma retribuição. Agora os demônios pareciam muito mais otimistas em rechaçá-los, embora sua mira não fosse tão boa. Eles ainda estavam nesse pé, aqueles desembarcados presos na praia, a música ameaçando atravessar o algodão, tornando-se cada vez mais alta. E desta vez ela parecia que chegaria aos ouvidos de todos, com proteção ou não, quando uma explosão tomou conta da praia... ou parecia uma explosão, porque logo uma coluna de fumaça negra subiu aos céus, e havia duas personagens novas na trama.

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Kira sentiu o corpo bater com força contra o chão, e logo sentiu a movimentação de Crós ao seu lado... ele já estava frente a frente com a Deusa, e quase tinha a acertado na queda, mas desta vez ele não se deu o trabalho de desculpar-se. Partiu pra cima dela, e ambos rolaram pelas areias, enquanto a jovem loira via a cena chocada. Ela girou o corpo ao sentir a sensação de perigo crescer, e puxou a espada. Estava no centro de um círculo de demônios, uma vez mais. Eles não pareciam preocupados que sua mestra perde-se, ou simplesmente não acreditavam em tal coisa, pois estavam concentrados nela. O círculo se fechou a seu redor e ela precisou cortar a esquerda e a direita para conseguir um pouco de folga. Quando pensava que os golpes parariam de chegar, um outro demônio entrava no lugar do último. Depois de alguns minutos ela estava visivelmente cansada, mas não parou de desferir os golpes, alguns em cima, outros em baixo. Sem poder parar para observar o parceiro, ela não tinha ideia do que estava ocorrendo além da sua área de luta.
Crós ainda mantinha Cassandra abaixo de si, segurando seus pulsos com as mãos e mantendo-a presa ao chão. Ela definitivamente não parecia nem um pouco preocupada com isso. Seu olhar continuava vazio, o rosto inabalável por trás do véu, parcialmente fora do lugar.
-Não sei o que pretendes... deverias deixar-se morrer.
-Não irei, e você me dará o que eu quero.
-Isso dependerá do que quer, embora eu não ache que conseguirá nem uma coisa nem outra.
Ele fechou a expressão, pressionando ainda mais ela debaixo de seu corpo. –Cassie... ainda há tempo.
-Eu lhe disse... é tarde demais. –sua mão ainda segurava com força o artefato, como uma criança que espera um garoto mais velho tirar seu brinquedo favorito de si. –Deveria ter ficado onde estava, não há nada para ti aqui.
Ele mordeu o lábio inferior. Sua mão ergueu-se, tateando o braço alvo até onde os dedos dela se fechavam. –Eu sinto muito, mas não deixarei que vá embora levando o artefato.
Ela abriu um arremedo de sorriso, o que não era algo muito bom. –Eu sinto muito, mas não deixarei que tire-o de mim. –sua voz foi mudando de entonação, e Crós viu-se mudando de posição contra a própria vontade, erguendo o corpo, embora ainda conseguisse manter as mãos nos pulsos dela. –Eu lhe disse adeus... não me force a ter que matá-lo com minhas próprias mãos.
-Eu não estou preparado para tal coisa. –ele forçou sua mente a trabalhar, dizendo palavras mentalmente e fazendo com que a própria areia se fechasse ao redor dela. Em contrapartida, Cassandra começava a cantar novamente, e obrigava o cérebro dele a recuar os feitiços. Estavam em um impasse, e o primeiro que se desconcentrasse haveria de perder. Mas Cassandra ainda tinha uma pequena carta na manga, uma carta que poderia fazê-la pensar duas vezes, então era melhor jogá-la antes que ficasse tentada. Em meio a uma de suas canções, ela chegou um pouco mais perto de e tocou seus lábios nos dele por um curto período de tempo. Isso foi o suficiente para quebrar a concentração de Crós. Ele podia negar até o fim dos tempos, mas sempre alimentara uma pequena paixão ilógica por ela. Até ter seu coração partido em mil pedaços, quando o artefato que tanto quisera pegar foi batido com toda a força em sua cabeça, logo depois de sentir os lábios dela. Ele se desestabilizou, emocionalmente e fisicamente, chegando para trás, e sentiu os braços sedosos dela passarem por seu pescoço.
-Sabes... se nossa situação fosse diferente, eu não precisaria chegar a este extremo. –os braços se fecharam em um abraço quase mortal. –Eu realmente não queria que as coisas terminassem assim, mas não me deu escolha. –ela deixou entrever uma corda fina, que unia suas duas mãos, e fechou-a ao redor do pescoço dele. Suas palavras eram hipnotizantes, ele não conseguia se mover... estava prestes a ter a cabeça cortada pela linha fina e absolutamente afiada. –Acabou, Crós... é seu fim.
Ela pressionou com um pouco mais de força, levando sua boca para o ouvido dele. E por um instante se esqueceu que feiticeiros tem corpos reais tanto quanto magia a seu favor. O feiticeiro moveu-se uma última vez, com o pouco de controle que ainda conseguia juntar, para jogar a cabeça para trás e acertar o rosto dela, mais precisamente seu nariz. O golpe foi suficiente para ela se desconcentrar momentaneamente, e meio tarde reparou na lâmina que vinha em sua direção. Ela atravessou o braço dela, fazendo-a cambalear para trás, um caminho de sangue escorrendo até os dedos e tingindo a areia de vermelho. Desviou sua atenção para ver de onde viera a espada, que retirou com um movimento lento de sua carne e deixou cair ao chão. Kira aparentemente havia mirado muito bem, ela vinha em sua direção em alta velocidade, depois de desvencilhar-se da pilha de demônios que ainda estavam em seus calcanhares. Na realidade, ela parecia mais estar...
Voando...
Mais uma vez, Cassandra sentiu o corpo ser jogado no chão e rolar, desta vez, porém, com uma fada em cima de si. Bom, ela não se lembrava de nenhuma fada quando soltara Grimory, só de uma garota de olhos verdes e cabelos aloirados. Que agora estava em cima dela, e tinha grandes asas que desabrochavam de suas costas. E depois disso tudo, em vez de pensar que ela estava no controle por enquanto, ela só fixou seus olhos escuros além de seu corpo, para onde Crós estava... segurando o artefato que havia deixado cair minutos antes. Por um momento, a máscara de indiferença caiu e ela aspirou o ar com um pouco mais de força que o necessário. –Não...
Não havia o que fazer a partir dali. O navio estava semidestruído, e pelos seus cálculos, a Ilha do Silêncio estava para mudar de posição a qualquer momento. Voltou a assumir o controle de si mesma, fechando os olhos. Ela já sabia o próximo movimento do homem antes mesmo que este o fizesse. Seu corpo começou a se desmaterializar, algum lugar qualquer de Diamante chamando-o. Ela havia cometido um deslize, e com ele, perdera completamente a noção do jogo. Porém, aquilo era apenas uma batalha... a guerra estava só começando.
Kira se aprontava para pegar a espada novamente, com a rival presa por seu peso, quando ela começou a sumir. Pensou em gritar para Crós parar o encantamento, mas já sabia que ele não o faria. Quando o corpo de Cassandra desapareceu completamente, deixando apenas fumaça em seu lugar, ela deixou os joelhos no chão e voltou sua atenção para a espada. Os demônios que restaram tinham parado a perseguição, mas agora já começavam a mover-se novamente, antes do feiticeiro lançar um olhar para o grupo, um olhar vazio, que durou tempo suficiente para que eles se desintegrassem automaticamente, e estes não haveriam de aparecer em um lugar seguro mais tarde.
Ele guardou o Olho em suas vestes e tentou esconder seu olhar de desamparo quando voltou a cruzar seus olhos com a jovem loira. –Você tem asas.
-É, eu sei. –ela coçou a bochecha. –Sabe, pensei que você fosse morrer, e apesar de não nos darmos exatamente muito bem, eu imaginei que... –mordeu o lábio inferior por alguns segundos. –Não seria a mesma coisa sem você, e então aconteceu...
Ela sabia que isso não era completamente verdade. Sentia puxões estranhos no pescoço toda vez que olhava para o céu, sentia opressão ao pisar a areia, e por algum motivo que ainda não entendia o mar chamava muito a sua atenção. E momentos antes aquele puxão começou a ficar tão insuportável a ponto de fazê-la parar de lutar e ficar exposta de todas as direções possíveis... seria assim, se ela não houvesse se transformado. Agora um cordão que lembrava vagamente uma borboleta, circundada por alguma coisa –seria um peixe?- estava pendurado em seu pescoço, e as asas enormes, de uma cor esverdeada e translúcida, saiam de suas costas. Preferiu não pensar muito mais sobre isso.
-Temos que encontrar os outros.

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Ken desviou de outra patada que vinha em sua direção, puxando Kit para o lado para impedi-la de ser acertada outra vez. Ela não parecia muito bem: a parte esquerda de seu rosto estava dilacerada, e ela quase perdera um olho no processo. O sangue a impedia de enxergar direito de toda forma, e sua perspectiva estava momentaneamente inutilizada. Ela já começara a achar que realmente ia acabar morta antes do tempo. Hiei agora estava distraindo o grifo, fazendo-o ir de um lado a outro, longe dos outros dois. O rapaz não tinha recebido mais que alguns arranhões, mas seu progresso era nulo, o bastão para variar não causava ferimentos tão extensos a ponto de matar... se bem que ele deixara as asas do monstro feridas o suficiente para impedi-lo de alçar voo, o que já era uma vantagem.
-Realmente, temos que matar essa coisa logo.
Kit apenas murmurou algo em concordância, na tentativa de conter a dor flagrante em sua voz. Agora tinha certeza que ia matá-lo. Ela não gostava de matar nada, fosse o que fosse, mas desta vez era diferente, ele ia devorá-los um a um como fizera com os demônios. Ou, com alguma sorte, alguém conseguisse sair vivo para contar a história. Ela olhou através da floresta, com certa dificuldade... podia jurar que havia um abismo que chegava à praia. –Deixem ele comigo.
-Mas você não está enxergando direito. –ela ouviu o namorado protestar.
-Dá para ser feito, só preciso que ataquem a retaguarda dele.
Ele hesitou em soltá-la, o que a fez o empurrar. –Preciso fazer isso, confie em mim. –conseguiu se soltar dele, calculando mentalmente a distância e logo voltando-se para Grimory. Usando o feitiço de materialização, ela criou o que parecia ser um arco e flecha, que logo armou, atirando com precisão no topo da cabeça da criatura. ela urrou, não tão machucada quanto deveria, mas deu um salto para trás de si e encarou a nova vítima, agora começando uma carreira desenfreada em seu encalço. Kit teve tempo de girar nos calcanhares e disparar em direção ao abismo. Contou novamente. A próxima flecha tinha que ser atirada de uma distância menor e deveria ser mais pesada e afiada que a última... ela fez esses cálculos em segundos, o corpo ágil atravessando a mata com facilidade, embora a sua visão prejudicada fizesse com que Kit trombasse com um tronco ou um cipó vez ou outra.
Ken girou a espada, começando a correr atrás. Ela deveria querer um pouco demais se esperava que ele conseguisse um bom golpe com seu alvo correndo, mas preferiu não discutir. Saltou através da calda que chicoteou, pronta para mordê-lo, e desceu a espada sobre ela, separando-a do resto do corpo. O grifo deu mais um urro de dor, desta vez fora um ferimento efetivo e parou, para ser imprensado com o bastão de Hiei do lado direito do corpo, onde ficavam as asas, ambas inúteis no momento. Kit teve de fazer mais uma flecha assoviar sobre ele para que continuasse a segui-la. Ela viu o chão se abrir a sua frente e saltou no ar, o que parecia mais como um movimento para a morte. Deixou o corpo girar nos poucos segundos que despencava, mirando o arco outra vez contra Grimory. Concentrou rapidamente toda a sua energia no golpe, e soltou a flecha, mirando bem no olho esquerdo. Se pudesse teria claramente ouvido o som seco da flecha encontrando o alvo e o rasgando, atravessando até chegar ao cérebro. Por um instante, ela soube que tinha calculado mal... não havia mar embaixo de si, havia areia, e um navio mais ao longe. E uma figura olhando para ela em choque. O vento deixou-a parcialmente surda ao passar silvando por suas orelhas de gato, e antes que pudesse se chocar contra o chão alguma força a segurou. Ela piscou vendo o corpo da vítima que abatera despencar ao lado dela enquanto ainda estava suspensa por alguém.
-Kira...?
-Sinceramente... pare de fazer essas coisas idiotas ou você vai mesmo acabar morrendo!
A garota teve que deixar o ar sair dos pulmões num suspiro de alivio. Deixaria para perguntar o que estava acontecendo depois. Por enquanto ela só queria tocar uma vez mais seus pés no chão, e ter certeza que ainda estava viva.
É... precisa mesmo parar de fazer esse tipo de loucura”.
Ouviu a voz em sua cabeça depois de muito tempo, e por um motivo que não sabia explicar, teve vontade de sorrir.
Se eu parasse não seria eu...”.
De fato. Não seria ninguém...”.

~Kit Black

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