31 de mar de 2016

Kit Black: Viajantes de Mundos

Oitavo capítulo: Aqueles que acompanham a Morte (parte I).


Era um vilarejo pacífico. Uma aldeia de pescadores, que ficava no litoral, bem na fronteira entre Vadolfer e Farem. Um rio cortava-a ao meio, levando suas águas caudalosas para o mar. Uma mata esparsa quase se encontrava com a praia, e mais atrás havia um pequeno grupo de colinas. Nessas colinas, três crianças estavam travando uma briga. Um dos meninos, de aparência franzina e cabelos acinzentados estava claramente apanhando para os outros dois. Mitaray nascera com uma doença rara, que tirou boa parte da sua força física e deixou seus cabelos, que deveriam ser escuros, com um tom claro e indefinido. Para agravar sua situação, ele era membro de uma das famílias mais pobres da aldeia, e tinha que dividir a pouca comida que conseguia com mais três irmãos, mais o resto da família. Por isso a cesta de frutas deixada tão a vista à porta da casa de Hiei parecera tão irresistível. Embora fosse de boa índole, a fome pode ser uma péssima conselheira.
Como seu vizinho “abastado” não era bem do tipo que levava desaforo para casa, logo chamou seu amigo mais chegado para caçar o ladrãozinho que ousara surrupiar sua cesta. Ézio, claramente, não estava nem um pouco a fim de discutir com o filho do líder do vilarejo, então foi junto sem pestanejar.
Mitaray usou de suas fracas pernas para correr o máximo que podia, conseguindo despistá-los por um tempo, e se refugiou nas colinas que faziam divisa com a aldeia. Obviamente, ele foi encontrado... e no presente momento está servindo muito bem de saco de pancadas.
Um barulho descomunal fez com que eles se interrompessem. Uma onda de proporções gigantescas varreu seus lares, destroçando as casas e arrasando a floresta que estava a seus pés. Impotentes e desesperados, foram forçados a esquecer as divergências, pois agora eles eram completamente iguais. Eram apenas três crianças, e estavam sós…

   

Kit sentiu finalmente seus pés tocarem o chão, a sensação de alivio tomando conta de seu corpo. Ao longe, conseguia ouvir os gritos histéricos de Ken e Hiei, que haviam ficado lá em cima e acreditaram tanto quanto ela que havia caído. Ela tinha escapado de uma fina tão grande que mal podia acreditar.
O navio inimigo estava em frangalhos e a uma distância razoável, os tripulantes do Diamante Negro calculavam suas perdas, enquanto o navio girava em seu próprio eixo e se preparava para deixar a praia... sem um adeus ou sequer uma palavra... eles também haviam sofrido baixas terríveis por causa de Cassandra. Crós preferiu não argumentar. Seja lá quem eles fossem, se Nicolas os mandara, era porque tinha uma razão. Em breve haveriam de se encontrar de novo.
Sabendo que o jato estava do lado oposto da ilha, eles sabiam que teriam de dar a volta mais uma vez para conseguir atingi-lo. O problema era que ninguém sabia se ainda tinham serviçais de Haradja nas redondezas. Isso ficou obvio até demais depois que Kit mais uma vez virou alvo de um lobo gigantesco, que deve ter achado que ela daria um belo lanchinho. Ele perseguiu-a por metade do caminho até ter a cabeça decepada por Ken.
-Por que diabos você não atirou nele?
-Você viu o tamanho daquela coisa? Era um lobo, um lobo! Acha que minhas orelhas estão aqui de enfeite?
-A pele continuava sendo fraca, foi até fácil matar esse ai. –ele girou a espada entre os dedos, o que fez Kit mudar sua expressão para uma careta de asco.
-Tenho armas para lutar mas também tenho pernas... para correr, sabe?
Ela viu quando todos os seus colegas reviraram os olhos a um só tempo e preferiu seguir caminho. O seu mestre ainda estava estranhamente calado. Depois de Kira passar rapidamente os acontecimentos da praia para a mesma, enquanto este não podia ouvi-las, agora a gatinha sabia o suficiente para não incomodá-lo.
Quando eles conseguiram finalmente vencer a floresta e chegar ao veículo, já era o fim da tarde. Quando pisaram na Sede Black, a noite começava a descer sobre suas cabeças, porém, ela também trazia uma... pequena surpresinha junto com ela.
Algumas, para ser mais exata: a primeira coisa que encontraram foram uma cozinha soltando fumaça e um Mitaray completamente coberto de massa, provavelmente de bolo. Cloe não estava em melhor estado, ela tentara fazer a cobertura, e suas mãos e braços estavam respingados por gotinhas de chocolate, o que fez Hiei comentar em um tom habilmente zombeteiro. –Olha só, agora você ficou doce.
-Haha... muito engraçado, você.
-Não vou nem perguntar o que vocês dois estão fazendo ai... –Ken franziu o cenho, definitivamente sem querer saber, e girou as costas automaticamente para se dirigir ao banheiro e tomar um banho estupidamente quente. No mínimo.
-Estávamos tentando matar o tédio.
-Parece mais que estavam tentando se matar.
Kira revirou os olhos e passou o dedo indicador no rosto de Mitaray, tirando um pouco da massa e colocando-o na boca logo depois. –Olha, nem tá tão ruim assim.
Para sua surpresa ele não respondeu absolutamente nada. Apenas abriu um sorriso controlado e tocou o nariz dela com a ponta do indicador, logo deixando o local também, assim como uma mancha de massa de bolo no rosto de Kira, que demorou um pouco para reparar.
-De qualquer forma... –Kit começou, olhando a sua volta. –Trouxemos o Olho e noticias... onde está a Iris...?
Ela viu quando Cloe e Sacha se entreolharam e apontaram ao mesmo tempo para o segundo andar. –Com Nicolas.
-O Senhor do Palácio de Granito está aqui? –Hiei ergueu uma sobrancelha. –Mas Nicolas não pode sair de lá... pode?
-Não que eu saiba. –Crós levou um dedo a testa pensativo, pronto para argumentar algo a mais quando todos viram a porta do cômodo adjacente se escancarar e Iris entrar no recinto, vermelha de raiva e com ar de poucos amigos, enquanto Nicolas vinha atrás resmungando alguma coisa e dava de cara com a porta.
-Ora essa, o errado aqui é você, fica se intrometendo no assunto alheio. Já não disse que está tudo sobre controle? –Ela resmungava, sem se incomodar se agora tinha uma plateia para assistir, cortando um palavrão que ia sair da boca dele.
-Estou aqui por ordem do Imperador, e apenas por isso. Por algum motivo ele resolveu que eu deveria ficar para guardar o Olho, considerando que vocês conseguissem recuperá-lo. –ele levou ambas as mãos ao rosto, fazendo um esgar. –Ai! Essa doeu. Não dá para você ser menos agressiva?
-Três palavrinhas: Pare-de-reclamar!
-Quem está reclamando é você, semi-fada marrenta.
-Pretensioso!
-Metida!
-Metida? Desde quando!?
-É tão cabeça dura que...
-Isso vai render... –Kira passou os dedos pelo nariz, tentando limpá-lo, sem dar muita atenção a discussão.
-Ahhh, não vai mesmo. –Kit bateu violentamente as mãos na mesa da cozinha, fazendo barulho o suficiente para chamar a atenção de ambos. –Seguinte, acabamos de voltar, temos informações, um artefato para guardar e além de tudo explicações detalhadas para receber. –cruzou os braços, olhando de um para o outro. –Eu agradeço se deixarem isso para depois.
Iris se recuperou mais rápido, abrindo um sorriso ligeiramente sem graça. –Vocês conseguiram? –ela parecia de fato nervosa com a situação seja ela qual fosse... pegou o artefato que Crós fez menção de estender a ela, observando-o de perto e suspirando, bastante aliviada. –Teria sido o fim se Haradja coloca-se suas mãos nisso.
-Sinto que essa é a única boa notícia que trazemos, Iris. –o feiticeiro argumentou. De um modo resumido, o grupo passou adiante o que havia acontecido na Ilha do Silêncio, incluindo a traição de Cassandra.
-Cassie... Eu ouvi Haradja pronunciar o nome dela enquanto estava presa em seu castelo, mas eu não liguei os fatos. –ela levou a mão a cabeça, visivelmente frustrada. –Está ficando cada vez pior.
-Mas conseguimos.
-Sim, conseguiram. Bem, acho que deveriam saber o porquê das coisas estarem nesse pé.
Ela fez um sinal para que a seguissem, e se dirigiu a sala, onde todos os presentes se acomodaram. A própria sentou-se em uma poltrona e cruzou as pernas, fitando-os atentamente.
-A Ilha do Silêncio um dia foi uma ilha normal, mas essa coisinha que vocês pegaram a destruiu completamente. O Olho de Osíris pode conceder qualquer desejo que seja feito a ele.
-Como um gênio da lâmpada? –perguntou Sacha.
-Bem próximo. Na realidade, o Olho tem limites ainda maiores. Havia guardiães para cuidar dele, para mantê-lo seguro, mas no fim isso foi completamente inútil, porque Haradja o achou.
Nesse momento Kit abriu a boca para protestar, mas foi a vez de Nicolas continuar o pensamento, erguendo uma mão para que ela espera-se.
-Haradja e nós... bem, éramos chegados naquela época. Éramos todos jovens, e nossos pais bem próximos. O que quero dizer é que ela não era má no começo, um dia foi como qualquer um de nós. Até que tanto Iris quanto ela viajaram para a agora Ilha do Silêncio, o lugar onde o Olho estava há anos e anos.
-Aqueles responsáveis por cuidar tanto do local quanto da relíquia eram todos Viajantes de Mundos, altamente treinados, perfeitamente preparados para mantê-la a salvo. Diziam que há anos, alguém havia abusado do poder dela e destruído boa parte do Reino. Bem, isso não vem ao caso...
-Ela nunca era tocada ou usada, no entanto, isso mudou quando as duas chegaram lá. De alguma forma, a energia do Olho atraiu Haradja até seu templo, e quando ela o pegou, tudo mudou.
-Haradja pareceu extremamente abalada por algum motivo, que eu não consegui identificar. Mesmo quando retornamos, ela se tornou cada vez mais fechada e anti-social. Ficou paranoica, sempre esperando que algo viesse até ela, algo que não existia... no final, descobrimos tarde demais que ela estava tentando fugir de si mesma.
-O Olho ativou a segunda personalidade que dorme profundamente no sangue de todo Black. –Nicolas parou, vendo que Kit estava lívida, e fez uns pequenos parênteses na explicação. –Blacks puros... imortais perfeitos.
A garota acenou com a cabeça, mostrando que entendera. Ela já pensara muito sobre o assunto desde que descobrira sua relação com a rival. Sem dúvida nenhuma, era por essa razão que Leah nunca falava sobre seu pai, sempre que podia mudava de assunto... Seja ele quem fosse, não deveria ser uma boa pessoa. E se era, a probabilidade de ter a personalidade tão bizarra quanto a da filha era bem grande. No entanto, ela ainda não sabia de tudo... ela ainda ignorava o principal.
Nicolas suspirou profundamente, juntando as palavras em sua cabeça e continuando de onde havia parado. –Haradja surtou de vez, sua segunda personalidade maligna tomando conta quando menos esperávamos. Ela fez uma verdadeira chacina, e retornou a Ilha para reivindicar o Olho definitivamente para si, e destruir tudo.
-Ninguém sabe bem o porquê de todo o seu ódio. Mas ela cometeu um erro de calculo: o último guardião que conseguiu sobreviver a sua fúria amaldiçoou tanto ela quanto a própria Ilha. Ele fez com que ela se tornasse uma zona-morta, na qual nenhum imortal com más intensões poderia pisar, e tornou suas coordenadas instáveis. Haradja, pega de surpresa, não conseguiu ter tempo para recuperar o artefato e foi atirada ao mar pela barreira que acabava de ser erguida. Aqueles que estavam presentes disseram que a partir daquele momento houve uma implosão, e o Olho desapareceu sem deixar rastro... todos imaginaram que, ao mesmo tempo que mantinha a imortal longe, o sacerdote havia também mandando a coisa para outra dimensão, e a situação ficou nesse pé.
-No fim, as buscas por ele findaram-se, até agora. Imagino que Cassandra fosse uma das poucas entidades capazes de encontrá-lo. Quanto a sua irmã, ela se recolheu a Soledad e começou a reunir seu exército para tomar o Reino todo, por alguma ofensa que até hoje ninguém imagine qual seja.
Um silêncio incômodo fechou a narrativa, fazendo mais uma vez os presentes se entreolharem. Kira levantou do sofá em que estava sentada, dizendo que precisava resolver umas coisas, e deixou o local.
-Beeem... então acho melhor deixarmos ele bem guardadinho, num lugar bem protegidinho, pra não acontecer mais probleminhas como esse. –Hiei disse, de um modo tão estranho que deixou o clima consideravelmente mais leve.
-Ta falando no diminutivo por quê? –Perguntou Cloe.
-Ah, eu sei lá, vai que essa coisa resolve acordar... não dá para saber se tem alguém com propensão a ficar mal entre nós.
-Me poupe... –murmurou Crós, abrindo um sorrisinho de escárnio e levando a mão a testa. Iris atirou algo na cabeça do rapaz depois do comentário, nada realmente grande.
Kit abriu um sorriso sutil, arqueando uma sobrancelha e virando as costas para poder ir aos dormitórios.
-Onde você vai, gatinha?
-São dez horas da noite. Vou dormir, ora, meu sono ta atrasado. –respondeu, enquanto começava a subir as escadas e se fechava em seu quarto. Ela apenas deixou o corpo desabar na cama, fechando os olhos momentaneamente.
Dupla personalidade.”
Mal de família. Acho que agora você pode compreender melhor.”
Eu não quero compreender.” Ela sabia muito bem que se pensasse muito nisso, não conseguiria juntar coragem para prender a irmã no fim das contas. Apesar de tudo, havia alguma coisa boa lá dentro... deveria haver, pelo menos.
Está incomodada com isso? Não posso dizer que tinha uma alternativa.”
Ela podia ter ficado em casa e muita coisa teria sido impedida. Isso é obvio.”
Cedo ou tarde... Haradja não é a única vilã que existe. E também não é a pior criatura que vai encontrar. Há coisas que vivem nas sombras, coisas que planejam e enganam. Existem seres que vão se beneficiar de alguma forma com isso.”
Kit pensou por mais alguns segundos e logo enfiou o travesseiro sobre sua cabeça. “Saber isso não torna as coisas fáceis.”
Infelizmente não. A decisão continua sendo sua. Você sabe o que precisa ser feito, você é a escolhida.”
Ela não se sentia nem um pouco feliz em ser a escolhida. Nunca se sentira, mas quanto mais o tempo passava, mais chegava a conclusão que alguém tinha feito a escolha errada. Fechou os olhos mais uma vez, deixando sua mente desligar e vagar para um sono sem sonhos.

Depois que o grupo que estava na sala dissipou-se, Nicolas e Iris tomaram posse do Olho e rumaram para os andares subterrâneos, onde haviam as salas de proteção. Escolheram uma câmara de segurança e a adentraram, Iris na frente, colocando o artefato sobre um pilar no centro do aposento. Não havia mais nada ali, parecia ser apenas uma sala metálica e vazia, com o pilar em seu centro e alguns controles na parede ao lado da porta. Ela mexeu nos botões de maneira rápida e eficiente, e o chão se abriu, fazendo com que uma plataforma subisse, e logo várias folhas de metal se fechassem ao seu redor, como se fosse um botão de flor.
-Desta vez está bem protegido.
-Espero que sim. Não haverá mais problema algum relacionado a ele daqui por diante. Ela não virá tentar a sorte contra a Equipe Black.
-Não tenho tanta certeza. Está traçando planos complicados nos últimos tempos. Se deixarmos por isso mesmo, vamos acabar sendo destruídos.
-Não seria assim tão fácil. –ele saiu do local, esperando-a no corredor.
-Queria ter essa certeza. –Iris mudou de assunto uma vez mais e se preparou para voltar a superfície. –Seu quarto continua desocupado.
-Eu imaginei que sim. Pensei que iria me fazer ir dormir com seu “animal de estimação.”
-Não fale assim do Draco perto da Kit, ela provavelmente vai discordar... –a mulher deu de ombros. –Eu bem que pensei nisso. Vai lhe ensinar um pouquinho de humildade.
-Eu sou humilde.
-Ahhh, claro que é, com toda a certeza.

Mitaray já tinha tomado um banho e agora estava confortavelmente atirado no sofá. Ele parecia mais calmo agora que a equipe estava toda reunida, embora a imobilidade ainda lhe causa-se uma sensação no mínimo irritante. Com canto dos olhos, viu Kira entrar na sala e sentar-se no braço do móvel, observando-o com uma expressão que ele definitivamente não estava conseguindo definir muito bem.
-Hum... está tudo bem?
-Você sabia... da história da Haradja, e do Olho, e disso tudo.
Ele assentiu com a cabeça. –Uma boa parte dos habitantes que lutam contra ela sabem.
-Não podia ter dito antes?
Ele passou os dedos pelos cabelos, levantando finalmente o corpo e sentando-se na ponta oposta do estofado. –É complicado, nós tentamos evitar o máximo discorrer sobre esse assunto. Creio que seja uma cicatriz muito grande, tanto para Nicolas quanto para Iris. E eu tenho minhas próprias cicatrizes para esconder. –por um instante ela viu que ele realmente estava triste, mas essa sensação passou muito rápido. –Então, trouxe algo para mim?
A moça levou um dedo ao cordão, como se aquilo fizesse lembrar do que ele estava falando, mas deu de ombros. –Não havia muito o que pegar, a não ser... –ela pulou sutilmente, passando as mãos de um bolso a outro do casaco que usava, e logo retirava uma pena de tamanho consideravelmente grande e tonalidade avermelhada. –Pertenceu ao grifo que Kit abateu. Achei que ia gostar.
Ele segurou a pena e a girou entre os dedos, lançando-lhe um de seus breves sorrisos. –Obrigado, milady.
-Ahh... por favor, sem tanta formalidade.
-É um hábito. Posso dar algo para recompensar sua boa vontade?
Ela ruborizou-se e precisou olhar para o teto para que ele não visse. –Não, está tudo bem. –antes que pudesse reagir, ela sentiu o corpo ser cingido em um abraço e puxado para trás, forçando-a a se deitar no sofá, a cabeça no colo de Mitaray. Seu rosto foi contornado por uma mão gentil, antes que ele abaixa-se a cabeça para que seus lábios se unissem aos dela. Num gesto instantâneo, ela também ergueu uma das mãos para tocar o rosto dele... e depois de algum tempo, eles se separaram.
-Estava dizendo que.?
-Esquece... não era importante. –ela piscou, como se estivesse tentando acordar. Ele fez menção de soltá-la, mas ela segurou sua mão, mantendo-o ali. –Eu estou apaixonada por você, sabia?
Um sorriso maroto apareceu no rosto acima do dela. –Eu sei... –e no momento seguinte ele desceu a cabeça para lhe dar um segundo beijo.


~Kit Black

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