1 de abr de 2016

A cidade onde apenas eu não existo


Olá pessoal, irei me apresentar rapidamente antes de prosseguir com o assunto do post. Meu nome aqui no blog é... Lusheeta, ao que parece. Fiz 16, mês passado e agora estou fazendo parte da equipe do blog A Caverna de Ideias. Como posto semanalmente, pensei em mudar o aspecto das postagens a cada semana. E dessa vez, estarei comentando sobre um anime que assisti: Boku dake ga inai Machi, ou melhor A cidade onde eu não existo porque sempre sou a excluída



Esse anime conta a história do protagonista, Satoru Fujinuma, de 29 anos, que possui uma habilidade estranha que nem mesmo ele entende e chama de Revival. A habilidade consiste em faze-lo voltar alguns minutos no tempo, toda vez que algo ruim acontece perto dele, dando assim uma chance de ele prevenir o acidente de acontecer. Só que acaba acontecendo um assassinato a mãe dele é assassinada e ele é incriminado como culpado do ato. A habilidade se ativa no desespero dele, só que ao invés de voltar apenas alguns minutos, ele acaba voltando 18 anos no passado, para o tempo em que ele era apenas um estudante da quinta série.

Essa é a premissa inicial do anime e confesso que quando a vi pela primeira vez, não pude deixar de conter uma curiosidade em relação à maneira como a história se desenrolaria. Até porque o tema "viagem no tempo" é algo bem complicado com o qual se trabalhar e também desperta diversas teorias e controvérsias.

                                               Satoru percebendo a situação em que se encontra

O que penso ter sido interessante, foi a maneira como duas pessoas dublaram a voz do personagem, quando ele retorna à sua infância. Uma que representa a voz que ele tem com 11 anos, e outra sendo a voz de seus pensamentos, já que na verdade ele possui 29 anos. A maneira como a atmosfera da história foi apresentada em si, também foi bem atraente e bem colocada.
Logo no começo o nosso protagonista percebe o fenômeno e então decide que, já que ele voltou 18 anos, significa que algo naquele tempo seria o fator que levaria sua mãe à morte no futuro. Ou seja, algo nesse tempo teria que ser mudado para que a mãe vivesse e ele não fosse incriminado.
E é nesse ponto da história que conhecemos uma das personagens que mesmo que temporariamente foi uma das mais amadas pelo público. Hinazuki Kayo, uma coleguinha de escola do Satoru.
Seria apenas algo normal, se não fosse pelo fato de que nessa mesma época ela foi assassinada.
Sim, queridos leitores. No futuro do qual Satoru veio, ela já estaria morta, pois no ano de 1988 (que é exatamente o ano para o qual Satoru voltou) ela seria vítima de um sequestro e encontrada morta.

                                                                Hinazuki sendo espancada

O nosso querido protagonista logo relembra que naquele ano realmente aconteceram uma série de sequestros com assassinato. E duas das vítimas foram seus colegas de classe. Então ele decide ligar o fato de que foi mandado para aquela mesma época como sinal de que a morte daquelas crianças tinha relação com o futuro.
Ele começa então a querer ficar mais próximo da Hinazuki Kayo, que seria a primeira vítima, já que no passado original ele não fez nada por ela e viveu com a culpa de ser o último a ter visto ela viva.
Com suas tentativas falhas de convencer a garota de que quer ser um amigo, Satoru acaba descobrindo a triste verdade por trás de Hinazuki: Ela sofre violência doméstica, sendo espancada pela própria mãe.
A partir daí ele começa a se importar de verdade com a garota, e se torna disposto a fazer tudo para salva-la e evitar seu assassinato.

                                                        

Pessoalmente assistir a esse anime foi uma experiência bem agradável. Cada episódio terminava de forma abrupta e deixava o público ansioso pela continuação, sem saber o que poderia vir a acontecer.
Esse jeito imprevisível do anime foi um ponto positivo e um ponto negativo para a história, já que apesar de certas situações de tirar o fôlego, contrastou bastante quando o foco da história muda para a tentativa de acabar com os planos do assassino. O mistério se torna fraco e para muitos, previsível demais. Apesar disso, não afetou muito o desenrolar e a história conseguiu seguir em frente e surpreender independente disso.
Os personagens se desenvolvem num ritmo mais lento e os destaques normalmente se focam no protagonista, na mãe dele e na garota prestes a ser assassinada.
Ainda assim há muitos personagens notáveis e com devida relevância no enredo.
A cada mudança de rumo, mais personagens adentram a história e cada um se enquadra na sua devida importância para com a história, apesar de eu achar que alguns poderiam ter sido muito mais desenvolvidos Katagiri Airi por exemplo e terem tido muito mais cenas, o que acabou não acontecendo.



Satoru, logo depois de ter um Revival e evitar um acidente maior


Não tenho nada a reclamar sobre a arte do anime, que em certos pontos consegue se superar bastante e ficar em destaque (na cena das raposas por exemplo). Outro ponto impecável foi a trilha sonora utilizada.
Em cada momento, a música certa tocava de fundo e dava à cena o ar de mistério ou de descontração que precisava. Além disso, tanto a abertura quanto o encerramento realmente combinaram bastante com a história e são agradáveis de se ouvir.
Um ponto falho do anime foi que durante a abertura, foram colocadas revelações demais, o que tornou certas coisas mais fáceis para as pessoas deduzirem. Ainda assim, arrisco dizer que isso apenas ressalta o fato de que a coisa mais importante nessa história não é o mistério, ou descobrir a identidade do assassino.
Em minha humilde perspectiva, tenho pra mim que o verdadeiro objetivo do anime não foi focar em toda a questão de "quem matou?", "quem é o assassino?". É claro que questões como o porquê de tudo isso, são um dos pontos principais que deveriam ser apresentados no anime. Qual o motivo de tudo aquilo ocorrer, afinal? É exatamente essa a indagação. No entanto, pelo que pude perceber o fator sentimental e emocional foi bem relevante. No final, o que realmente está sendo apresentado ali, o que realmente devemos conseguir distinguir na obra é sobre a volta no futuro do Satoru. Sobre se realmente é possível salvar alguém. Se ele é capaz disso. E mesmo se for capaz, qual é o preço de resgatar vidas que deveriam ser perdidas? Porque tudo tem uma consequência e com certeza esse é um tema muito bem explorado do anime.
O preço a se pagar para salvar alguém realmente vale a pena?
                                    Visão do Satoru sobre seus amigos reunidos, reencontrando ele.
Eu realmente cheguei a me emocionar em algumas partes e não me arrependo de ter acompanhado a história até o final. O título também convergiu perfeitamente. Não direi muito afinal, quem sabe você, leitor, se interesse em assistir?
O que sei é que apesar de não totalmente, o enredo tem uma perspectiva realista sobre as situações. O que tornaria improvável de o final ser um conto de fadas. Muitos esperavam pelo pior e outros torciam com todas as forças para que de algum jeito, tudo desse certo.
Tenho que dizer que os episódios finais conseguiram surpreender e frustrar muitas pessoas. Alguns decepcionados, outros tristes e inconformados. Eu fui uma das pessoas que não conseguiu se decidir entre felicidade e tristeza para descrever o fim. Sei apenas que ficou um vazio e a satisfação, porque no final de tudo a história conseguiu se encerrar num ritmo próprio de forma a deixar sua marca.
Claro, que certos elementos foram mal aproveitados e muitas coisas do mangá não conseguiram ser passados para a animação, que conta com 12 episódios.
Alguns pontos postivos:
  • Enredo interessante
  • Finais de episódio impactantes
  • Trilha sonora magnifica
  • Situações instigantes
Alguns pontos negativos:
  • Elementos mal aproveitados
  • Apenas 12 episódios para uma adaptação que renderia muito mais do que isso
  • Cenas do final modificadas
Enfim, por hoje é apenas isso. Se quiserem ouvir a abertura e o encerramento, cliquem aqui.
"Na cidade onde apenas eu não existo, meus amigos foram felizes e viveram por mim.
 A cidade onde apenas eu não existo, o tempo em que apenas eu não existo, são o meu tesouro."
Beijos, Lusheeta


Nenhum comentário:

Postar um comentário