24 de ago de 2015

Lorotas de Segunda: Paulo Leminski 71 anos.

Pessoas desse mundão, venho de Asgard para uma prosa marota, afinal mais uma semana começando e todo mundo feito zumbi no trampo ou na escola hoje, para com esse desanimo a parada é o seguinte vou relatar com vocês toda segunda uma lorota diferente, hoje para abrir essa série com chave de ouro, aniversario de um poeta de alto timbre, o paranaense Paulo Leminski, conhecido pela sua forma na tradicional de poema, que para alguns é bem difícil entender mas outros dizem que esses versos traduzem nossos sentimentos por muitas inexplicaveis.


Nasceu em 24 de Agosto de 1944, em Curitiba,  desde cedo mostrava ter talento com as letras, aos 14 anos estudar em São Paulo, aos 21 anos formou-se em História. Casou duas vezes, primeiro aos 17 com Neiva Souza uma artista plástica mas separaram-se 8 anos depois, seu segundo casamento foi com a poetisa Alice Ruiz, com quem permaneceu até sua morte, teve três filhos com segunda esposa Miguel, Áurea e Estrela. Faleceu em 7 de Junho de 1989, aos 44 anos por complicaçõe de cirrose hepática.


Seus poemas são inspirados pelos movimentos culturais brasileiros das décadas de 60 e 70 com a jovem guarda e tropicalismo. Fez parceria com Caetano Veloso na música verdura de 1981:

Confiram a música



 Em suas poesias, na grande maioria, não há rimas, são os chamados versos brancos e poemas breves e simples;

Lembrem de Mim


lembrem de mimcomo de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,

entre a pressa e a preguiça.

Acordei Bemol


Acordei bemol
tudo estava sustenido 
sol fazia
só não fazia sentido.
                               *****

Os seus poemas mais conhecidos sao:

Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

                             
                              *******
Ali

ali

ali
se 
se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse 
se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce 
ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece.

Já são 26 anos sem Paulo Leminski, mas suas poesias ainda continuam á inspirar velhos e jovens poetas, que com simples palavras podem demonstrar seus pensamentos e sentimentos, transcritos em palavras se eternizaram.

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Loki, o deus da zoeira.

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