23 de dez de 2015

The Dark Chronicles: Amélia, a Caçadora de Bruxas

                THE DARK CHRONICLES 
                    As  Crônicas Sombrias
             Amélia, a Caçadora de Bruxas

Uma série original da Caverna

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Capitulo 01

Era uma noite fria, em quanto caminhava podia ouvir o som das corujas ecoando pela floresta e Amélia sentia sua visão ficar cada vez mais turva, ela parou em frente a uma casa no meio da floresta, pelo que se recordava era sua casa. Ouviu gritos, caminhou até a janela e pode ver seus pais sendo assassinados mais uma vez e de repente tudo se tornou em chamas e lá estava novamente o riso estérico da bruxa que os matara.
Amelia acordou com o coração batendo forte, era apenas um pesadelo, pensou consigo mesma. Já era a milésima vez que isso acontecia, aquilo alimentava sua vontade de continuar caçando. Levantou-se e olhou ao redor, ela havia passado a noite em uma estalagem simples do vilarejo, estava a procura de uma bruxa que poderia lhe dar informações sobre a localização de um coven, o lugar onde Amélia acreditava que poderia achar a culpada pela morte de seus pais que a assombrava em seus sonhos.
Em sua mente ela fez uma pequena lista de tarefas que consistia em pegar suas facas, arranjar algo para comer e depois procurar nos arredores por pistas que a levassem a tal bruxa.
Já fora da estalagem, ela andava pelo vilarejo a procura de algum indício. Por onde passavam as bruxas deixavam um tipo de certos sinais de mal agouro, algo podre podia ser notado no ambiente, os animais agiam estranho ante sua presença e as flores murchavam, até mesmo o céu ficava nublado e aquele vilarejo era assim.
Se fosse apenas um pouco mais paranoica, a caçadora poderia crer facilmente que todos os habitantes dali estavam sob o controle da bruxa, pois as pessoas agiam estranho e as crianças não saiam de suas casas, se é que haviam crianças ali, além disso, pelo que vira um animal morria a cada semana e as fazendas que ficavam nos arredores do povoado relataram que uma vez ao mês sumiam pelo menos duas ovelhas e eles nunca pegavam os ladrões mesmo passando a noites em claro vigiando.
Em quanto caminhava pode notar que algumas pessoas do povoado a encaravam de forma pouco convidativa, então fazer perguntas parecia fora de questão. Lembrou-se de que precisava ir até o ferreiro buscar suas novas facas, a casa do ferreiro ficava no caminho entre o vilarejo e a cidade, era um homem de poucos amigos, que perdera a família em um incêndio e decidiu ir exercer seu ofício no isolamento, sua casa ficava a cerca de meio dia de viagem,
Ela passou rapidamente pela estalagem, pegou suas coisas e alguns suprimentos, de certa forma foi bom, o lugar já estava lhe dando nos nervos e era como se houvessem vozes em seus ouvidos dizendo "vamos pegar você" e Amélia não gostava disso, quero dizer...era ela quem iria pegá-los e não o contrário e porque as vozes sussurravam se ela tinha cravado sua faca na cabeça da bruxa que comandava os sussurros, talvez fosse algo tipo de maldição, pensou consigo. Após se desvencilhar de seus pensamentos, montou em seu cavalo que era tão preto quanto a escuridão e se despediu por hora daquele lugar de ares agourentos.

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