22 de dez de 2015

Vampiros no Acre!

Victor

Era sexta feira a noite e chovia la fora, estava em casa comendo uma gigantesca pizza meio quatro queijos meio camarão em quanto chutava bundas no hearthstone. Ouvi alguém bater na porta e fui atender, era a Ame-chan ela parecia meio ofegante e atrapalhada então ela respirou fundo, apontou pra lugar nenhum e disse com uma cara séria:


-Vá buscar katanas pra nós, vamos caçar vampiros!


-Ok, enquanto isso entre e se seque...e não coma a pizza toda.


Fui até o quarto e peguei meu guarda chuva do pokemon (pokemons são incriveis) e sai pela janela pra economizar tempo, pena que meu quarto é no segundo andar e levei um baita tombo doloroso pacas que fez um estrondo enorme, de dentro da casa ouvi risos e a Ame-chan gritou:


-Errou o salto da janela de novo?


-Não, não...só escorreguei de leve.


Se eu admitisse que cai ela ia rir a viagem toda foi o que pensei, então me levantei e fui correndo em direção ao lugar onde morava um ferreiro chinês nascido na frança que por algum motivo dizia ser indu e falava cantonês, no caminho senti que estava sendo seguido mas não parei de correr pois seja lá que cria do satanás fosse eu não ia matar de mãos vazias.


Um quarteirão após o outro eu sentia aquilo se aproximando, como se fosse minha mãe fungando no meu pescoço em quanto explico a ela como fazer algo no computador.


Finalmente cheguei a frente da casa do chinês que fala cantonês e blablabla, e aquilo que estava atras de mim me alcançou, a criatura me arremessou com um tapa janela a dentro da oficina onde tinha algo que me fez sorrir, sim, as espadas que eu queria (p.s. parei de sorrir um segundo depois quando percebi que meu guarda chuva do pokemon tinha quebrado). Então me levantei, agarrei duas katanas,e fui de encontro a criatura negra que ria de mim lá fora, um trovão cai eu pulei e então…

++++


Ame-chan

Era óbvio que, quando mandei meu estimado colega, Victor, para pegar as katanas, eu esperava que ele demorasse tempo suficiente para que eu pudesse ao menos comer uma das metades da pizza.


Eu estava enganada.


Não fazia nem dez minutos que já tinha saído, e ouvi a janela bater com estrondo. Vic aparecera por ali, com quatro katanas muito bonitas atadas às costas e segurando o guarda-chuva de pokemon - prefiro digimon, mas que seja - literalmente partido ao meio.


-Nossa, você voltou rápido… -comentei, pescando outra fatia de pizza e mordendo-a.


-O ferreiro está a cinco quarteirões… -respondeu, olhando para o guarda-chuva como se fosse um companheiro morto. Acabei com a fatia de pizza quase na velocidade da luz e estendi minha mão para bater em seu ombro.


-Não fique assim, ele mostrou a sua bravura e lutou até o fim! Aliás, eu posso revivê-lo, mas isso é assunto para mais tarde.


-Você pode mesmo, Ame-chan? -notei que seus olhos brilharam, mas logo ele fez uma careta. -Ei, estava comendo minha pizza!?


-Companheiros dividem tudo.


-Não a minha pizza! Minha pizza é minha pizza! Você ia gostar que eu roubasse seus chocolates?


Esse mero comentário fez meus olhos brilharem como os de um demônio. -Fique. Longe. Dos. Meus. Chocolates.


-Er… -uma gotinha surgiu na cabeça dele. -Senpai, onde vamos caçar vampiros mesmo?


Aquela era uma pergunta delicada. Como a boa senpai que eu era, levantei-me e coloquei a mão no coração, numa posição que poderiam achar solene. Na verdade eu não fazia a menor ideia de onde seria, então pensei no primeiro lugar que veio a mente… e logo expliquei: -Onde, você pergunta? No lugar que ninguém sabe se realmente existe. Você sabe onde é?


A expressão séria dele tornou-se um sorriso sem graça, enquanto balançava a cabeça. - Não sei não, desculpe…


-Acre.


Foi o bastante para que o queixo dele caísse e que me olhasse com aquela típica expressão de “quantas vezes deixaram você cair do berço quando era bebê, mesmo?”. -Senpai, isso é apenas historinha pra fazer crianças dormirem. O Acre não existe!


-É claro que existe. -okay, mesmo que eu tivesse inventado a caçada na ultima hora, eu não havia inventado o lugar. -É lá que os vampiros se reúnem. -e ainda levantei o dedo indicador para dar ênfase. -E os pokemons!


Agora ele me olhava como se fosse vomitar arco-íris em cima de mim. Eu, hein, que obsessão mais perigosa… mas então esqueceu-se parcialmente dos seus pokemons - e aparentemente, do guarda-chuva também - e questionou: -Mas por que temos que matar os vampiros lá no Acre?


-Porque eles podem resolver vir para cá e espalhar ainda mais a maldição vampírica! E estarei impossibilitada de ver meus animes durante a noite porque não terei tempo, e vou ter que caçar o excesso de sanguessugas… -fechei os olhos, podia sentir meu corpo tremer ligeiramente de frustração, mas aquilo era preciso.


E foi assim que, depois de guardarmos cuidadosamente o cadáver do guarda-chuva, terminarmos a pizza e juntarmos nossas coisas em mochilas super-estilosas de Yu-gi-oh, pegamos as katanas e nos preparamos para ir ao lugar mais misterioso de todos… o Acre.

Só espero que possamos voltar vivos de lá… afinal minha lista de jogos para jogar não chegou nem na metade…

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