5 de jan de 2016

Resenha: Magnus Chase, ''A Espada do Verão''


Magnus Chase não sabia no que estava se metendo quando resolveu invadir a mansão do tio para tentar descobrir porque só agora ele o estava procurando, dois anos depois de o menino perder a mãe e ser obrigado a viver nas ruas. Quando confrontado, Tio Randolph começa a discursar sobre mitologia nórdica e uma arma perdida há muitos e muitos anos - uma espada que pertenceu ao pai de Magnus. O garoto está certo de que o tio endoidou de vez, porém, quando mais ouve Randolph, mais as peças do quebra-cabeça parecem se encaixar: histórias sobre Asgard, lobos, seres estranhos e deuses como Thor e Loki pipocam em sua mente. Magnus de repente se vê no centro de uma profecia que selará o destino dos nove mundos.



Hey! Hoje vamos papear um pouco sobre Magnus Chase.
Bem, eu constantemente vejo resenhas sobre livros. Mas por incrível que pareça, vi poucas resenhas pela internet sobre Magnus Chase, então, resolvi fazer uma.
Sou apaixonada por mitologias (e sou evangélica), e conseqüentemente, pelo autor dessas mitologias, comprei todos os livros de Rick Riordan. Pra vocês verem o nível. Comprei Percy Jackson (e Heróis do Olimpo) que é mitologia grega. Comprei as Crônicas dos Kane, mitologia egípcia.
E agora, comprei Magnus Chase.
Primeiramente, o que é Magnus Chase?: é uma trilogia, na qual só o primeiro livro está lançado, "A Espada do Verão", e fala sobre mitologia nórdica.

Minha coleção de mitologias está completa <3

Mas vou fazer um resumo da mitologia nórdica em uma palavra pra vocês não ficarem perdidos: Thor.
Agora vocês lembraram né? Haha. Com certeza alguém aí já deve ter visto o filme do Thor, a Ponte de arco íris (que se chama Bifrost, que conecta Asgard á Midgard), a dita cuja Asgard, os gigantes de gelo (que tem um nome específico bem complicado), existem os nove mundo e pá, Odin, Loki...

Vou deixar um pequeno e resumido glossário no final do post (que também tem no livro) dos nove mundos, umas descrições, sobre os deuses de Asgard e outras palavras difíceis ali de cima, pra vocês não ficarem perdidos, e outras palavras curiosas, tipo o nome do martelo do Thor (é, ele tem nome). Ok? Ok.

Voltando ao assunto, a mitologia nórdica é um pouco complicadinha de se entender, não é como mitologia grega, Magnus Chase tem que ser lido com atenção, principalmente os nomes.

Ou você vai ficar assim:
"Aesires? Vanires? Que? Qual a diferença?"

Confesso que me descreveu lendo o livro, não entendi a diferença, haha. Por isso, prestem atenção ao ler Magnus Chase.

Mas até agora eu enrolei e enrolei e não falei nada sobre o livro.
Eu, pessoalmente, o adoro. Magnus. Ele tem um senso de humor meio bosta (como o meu). A situação já tá ruim? Que nada. Dá pra piorar. Vamos pescar umas serpentes do tamanho do mundo.
O começo do livro é rápido, flui de maneira boa, você já tem uma ótima surpresa (na verdade um susto) no início do livro, que eu não vou contar haha. Você ri com as falas do Magnus, e até consegue ver um garoto que esconde seus problemas por trás do humor, levando tudo com um bom humor, embarcando nas aventuras mais loucas e perigosas. Se arriscando de um jeito tosco.

Há referências no livro que são bem atuais como estar tocando Blank Space da Taylor Swift.
E eu falo sério, haha. Li a cena toda cantando essa música, só pra entrar no clima.

Prosseguindo, notei uma coisa muito chata durante o desenvolver da história. Acontece, sempre. Alguém quer alguma coisa e Magnus tem que negociar com alguma coisa perigosa, e fazer coisas perigosas para conseguir elas em troca de informações. Isso acontece muitas (muitas) vezes no livro. Coisa que eu não gostei muito. Elas mudam apenas por detalhes, como revelações, algum acontecimento, encontros, caminho a percorrer, destino, entre uma e outra.

Magnus Chase tem setenta e dois capítulos, com títulos originais e engraçados. Sério.

O capítulo um se chama: "Bom dia! Você vai morrer"

E tem outras pérolas como: "Phil, a batata, enfrenta seu destino"
Eu ri nesse capítulo. O diálogo que faz jus ao título é cômico.

"Venha para o lado negro, temos jujubas"
Esse é o melhor título de capítulo de todos. E eu já sou do lado negro. Cadê minhas jujubas?

"Hearthstone desmaia ainda mais que Jason Grace (embora eu não faça ideia de quem seja esse cara)"
ESSA FOI PRA QUEM JÁ LEU PERCY JACKSON. Eu peguei as referências.

"Nada de spoilers. Thor está muito atrasado nas suas séries preferidas"
Sem comentários.

O humor nunca abandona esse livro e eu amo isso. Até no clímax da história, o inimigo usa um sarcasmo com um toque de humor, que não estraga a cena. Nem o inimigo.

Magnus Chase é um ótimo livro, fica aqui a indicação para vocês. Humor, aventura e ação. E deuses nórdicos, é claro. Eu encerro aqui essa (tentativa de) resenha.

Espero que tenham gostado, sigam a indicação e gostem tanto de Magnus Chase, a espada do verão como eu gostei.
E sofram como eu estou sofrendo pela continuação, muahaha.
Até a próxima, pessoal.

Glossário:
Nove mundos
Asgard - Reino dos Aesires
Vanaheim - Reino dos Vanires
Álfaheim - Reino dos elfos
Midgard - Reino dos humanos
Jötunheim - Reino dos Gigantes
Nídavellir - Reino dos anões
Niflheim - mundo primordial do gelo, da névoa e da neblina
Muspelheim - Reino dos Gigantes do fogo e dos demônios
Helheim - Reino de Hel e dos mortos desonrados
Bifrost - Ponte arco-íris que liga Asgard a Midgard.
Aesir (plural.: Aesires) - deuses da guerra; semelhante aos humanos.
Hel - deusa da morte desonrosa; nascida do caso de Loki e uma giganta.
Helheim - o submundo nórdico, governado por Hel e habitado pelos que morreram fazendo maldades, de velhice ou devido a doenças.

Lembram quando eu disse que os gigantes tinham um nome específico difícil? Aqui está:
Jötunn - Gigantes
Loki - deus da lábia, da magia e dos artifícios; filho de dois gigantes; adepto da magia e da metamorfose. Ele é alternadamente maldoso e heroico para os deuses de Asgard e para a humanidade.
Mjölnir: o martelo de Thor
Odin: o "Pai de Todos" e rei dos deuses; deus da guerra e da morte, mas também da poesia e da sabedoria. Ao trocar um olho por um gole do Poço da Sabedoria, Odin ganhou conhecimentos inigualáveis. Ele pode observar os nove mundos de seu trono em Asgard.
Thor: deus do trovão; filho de Odin. As tempestades são o efeito de quando a carruagem poderosa de Thor atravessa o céu, e os relâmpagos são provocados quando ele usa seu grande martelo, Mjölnir.
Vanir (plural.: Vanires) - deuses da natureza; semelhante aos elfos



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